Ações em prol da proteção animal

Por Sarah Cecillia [1]

Carla Tôzo [2]

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que no Brasil exista cerca de 30 milhões de animais abandonados, dentre eles, 10 milhões de gatos e 20 milhões de cachorros. Alguns conseguem ter um final feliz com a ajuda dos protetores e de ONGs especializadas que fazem o resgate, já que, de acordo com dados de uma pesquisa feita pelo Instituto Pet Brasil, em agosto deste ano, cerca de 170 mil desses animais abandonados estão aos cuidados dessas instituições e de ativistas, que cuidam e buscam doar para um lar responsável.

A Jornalista e protetora dos animais, Priscila Gatto, 23, atua na causa animal há sete anos com um grupo de amigos intitulado “Tropa Aumiga”. Eles resgatam e cuidam de animais abandonados em Perus, que fica na zona oeste de São Paulo. Priscila conta que a parte mais difícil é ver que os moradores do bairro acham que eles conseguem resgatar todos os animais abandonados. “Então o abandono de animais na região caiu por a gente incentivar a castração, mas aumentou pelo fato deles verem que tem alguém fazendo algo e pensar abandona aí que a Tropa Aumiga resgata, cuida. As pessoas não entendem que a gente não tem onde colocar, se ninguém ajuda com lar temporário a gente não tem como tirar da rua”.

As ONGs e os protetores não contam com nenhum tipo de ajuda do estado. Elas atuam por conta própria e sobrevivem de doações e de trabalhos voluntários. O que acaba fazendo com que o trabalho seja mais complicado.  “A gente se ajuda como pode, não temos a ajuda financeira de ninguém, a única ajuda que temos é de doações quando pedimos para o pessoal, e o bom é que eles ajudam mesmo, se não fosse por isso não estaríamos aqui”, como acrescenta Priscila.

Apesar de existir todo um trabalho para que esses animais encontrem um lar e tenham uma vida saudável, muitas vezes os seres humanos ou optam por comprar um animal de raça ou acabam devolvendo aquele que foi adotado, além do bicho também correr o risco de ir para uma família que não é capaz de cuidá-lo da melhor forma.

Rita de Cássia, 52, artesã, atua na proteção animal há mais de 10 anos; já participou de ONGs, mas hoje é apenas ativista. Contando um pouco sobre sua história, ela fala como funciona a parte da adoção. “Quando um animal é adotado, nós visitamos a família durante três meses, fazendo visita surpresa, e checamos tudo para saber como ele está, dentição, pelagem, peso, se estiver em péssimas condições pegamos de volta”.

Mas, além daqueles animais que se encontram em situações precárias, sofrendo nas ruas, também se tornou bem comum encontrarmos animais de raça vivendo em péssimas condições, sendo criados apenas para dar cria, a famosa “fábrica de filhotes”. Essa procriação em excesso acaba acontecendo por existirem pessoas que optam por comprar um animal de raça ao invés de adotar um SRD (Sem Raça Definida).

O comércio de animal não é criminalizado, mas existe uma lei de proteção aos animais, o “DECRETO Nº 24.645, de 10 de julho de 1934”, que diz: “Aquele que em lugar público ou privado, aplicar ou fizer maus tratos aos animais, incorrerá em multa de 20.000 a 500.000 e na pena de prisão celular de 2 a 15 dias, quer o delinquente seja ou não o respectivo proprietário, sem prejuízo da ação civil que possa caber”.

[1] Aluna do oitavo semestre do curso de Jornalismo. Estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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