Sarau da Cooperifa: reunindo arte e encontros na periferia de São Paulo

Por Stefany Hipolito [1]

Carla Tôzo [2]

O sarau da Cooperifa, que acontece toda semana na periferia da zona sul de São Paulo, foi criado em 2001 pelo poeta e escritor Sérgio Vaz. Inicialmente os encontros ocorriam em Taboão da Serra, hoje acontecem no bairro Jardim Guarujá, bairro periférico da zona sul de São Paulo.

A ideia era criar um núcleo que reunisse arte, música e poesia. Mas foi além. Conseguiu juntar uma boa gastronomia boêmia, uma vez que os encontros acontecem no bar Zé Batidão. Para acompanhar as poesias recitadas, o público pode degustar quitutes saborosos e tomar uma cerveja sempre gelada; e para quem resolveu chegar de última hora e não jantou, o menu do Zé Batidão também conta com um escondidinho de carne seca em diversos tamanhos e valores.

Pessoas de vários lugares da cidade fazem excursões até o sarau para poder conhecer a iniciativa que, além de acessível, tem participação do público como atração principal. Minutos antes de começar, voluntários ficam à disposição para inscrever quem tem interesse de recitar, cantar ou apresentar algum trabalho artístico.

Para Patrícia Santos, 23, frequentadora assídua do evento, o sarau tem grande importância para a cena cultural local: “Acredito que os saraus são importantes para os bairros, ainda mais os periféricos. São manifestações culturais de lugares que não têm um incentivo cultural de verdade. O pessoal vai, interage, faz fila na porta e espera ansioso a sua vez de mostrar o que sabe” comentou.

O movimento criado pelo poeta Vaz se espalhou pela cidade e influenciou outras regiões a terem eventos desse tipo. Na sequência, vieram o “Cinema na Laje”, o “Café Literário”, o “Poesia no ar”. Atualmente, ele circula nas escolas públicas das periferias do país com o projeto “Poesia contra a violência”, debatendo cultura e cidadania com crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade social, realidade que Patrícia conhece bem. Para a estudante de jornalismo, quanto mais a ideia se espalhar pela cidade, melhor: “A Cooperifa, por exemplo, atrai gente de tudo quanto é canto da cidade, gente que quer se manifestar, mostrar o talento que tem, a poesia que compôs, o instrumento que sabe tocar, a voz afinada ou não que tem, enfim, seria ótimo se acontecessem em mais lugares, com mais visibilidade, com mais recursos”.

Anualmente, a Cooperifa produz alguns eventos fora do Zé Batidão e com atrações diversas e também recebe muita gente que está na mídia e tem lutado pelos mesmo ideais.

Os encontros acontecem toda terça-feira, no endereço R. Bartolomeu dos Santos, 797 – Jardim Guaruja, São Paulo, às 20h30 e a entrada é franca. Para mais informações, acesse: http://www.cooperifa.com.br

[1] Aluna do oitavo semestre do curso de Jornalismo. Estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

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