Tradição do BMX atravessa décadas

Praticantes da modalidade contam suas experiências com o esporte

Texto e foto: André Vidal [1]

Carla Tôzo [2]

 

Mesmo no mundo cada vez mais tecnológico o sonho de ter uma bike continua o mesmo. Além disso, há os que sonham em ter as duas rodinhas de forma mais radical e, para esses, a resposta está no BMX, um esporte radical que acrescenta uma pitada de pimenta às manobras em duas rodas. José Wilton Oliveira, 46, o famoso Drac, preserva as pedaladas ao longo da vida: “a molecada ganha a bike com 15 anos, aí começa a andar, começa a aprender a manobra, acontece um monte de coisa, emprego, com uns 30 anos, um monte já começa a ter que trabalhar de verdade, pagar conta da casa, aí de repente a bicicleta começa a fugir de você […] porque, meu, você tem outras coisas pra fazer, e tem aqueles persistentes que passa por tudo isso e tem medo de se machucar”.

dentrop 1

Eis o ditado: a prática leva à perfeição. Uma criança que engatinha, aprende a andar jamais se esquece. Uma pessoa que começa com as quatro rodinhas da bicicleta passa a andar com duas e por mais que perca a prática, jamais se esquecerá. Michel Will, 35, afirma que: “Eu tive experiência com BMX quando eu era moleque […]. Depois de um tempo, passou aí quase 15 anos, e daí eu voltei a andar de bike”.

Em um tempo em que os smartphones eram palavra grifada de vermelho no Word, a bicicleta servia como rede entre as pessoas. Enquanto a pergunta atual é quantos gigas possui o seu iphone, o sonho de toda criança dos anos 70 era ter uma Monark.

dentro 2

Para André Ribeiro, 37, “a bicicleta tem um poder de integração com a cidade, de você poder ficar mais livre, desde quando pequeno, você usava pra ir na padaria, pra brincar, pra fazer um negócio quando é criança, depois aquilo vai crescendo e você vai se sentindo mais […]”. O ‘passarinho azul’ do BMX vai longe e tem capacidade de formar redes de amigos tão distantes quanto o Twitter: “o esporte gera uma cadeia de amigos no mundo inteiro. Você vai pra Espanha, você tem um cara que anda de BMX lá, conhece o cara na pista, conversa com o cara, toma uma breja, de repente tá numa balada e aquilo não tem fim”, completa André.

[1] Aluno do oitavo semestre do curso de Jornalismo. Estagiário da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s