Um pedaço do Oriente em SP

O Bairro da Liberdade traz a cultura oriental para São Paulo

Por Paula Mello [1]

Carla Tôzo [2]

 

Durante todo o ano, é possível comer algo e passear pelas barraquinhas no final de semana na Praça da Liberdade. Porém, em algumas datas específicas o bairro, que agora conta com o nome do país de origem da maioria de seus moradores no metrô (Japão/Liberdade), é possível participar das festas comemorativas relacionadas a algumas outras culturas Asiáticas e também do mundo Geek.

O bairro possui diversas lojas desde artigos de decoração a livrarias e também diversos restaurantes, onde é possível contemplar a culinária de diversos locais da Ásia. Dentre as comemorações realizadas na Liberdade existem cinco que movimenta o local durante o ano.

O primeiro é o Ano novo Chinês que acontece entre janeiro e fevereiro. A festa é marcada por danças, barracas de comidas típicas, apresentações e desfiles de rua. No mês de abril começa o HANAMTSURI o Festival das Flores, em que é comemorado o aniversário de Buda Xaquiamuni; a data representa uma época de limpeza e reflexão para os budistas. A lenda diz que ele nasceu na primavera e que choveu néctar na data, daí a razão do chá. Por isso, é comum que oferecerem chá adocicado e flores nesse dia.

Em maio acontece o campeonato de Sumô e tudo é feito dentro das tradições japonesas. Os lutadores que se destacam vão para o campeonato Mundial de Sumô, representando o Brasil, já em julho é um mês especial, pois acontece o TANABATA MATSURI (Festival das Estrelas). A Festa que é “uma das mais bonitas e coloridas” de acordo com a estudante de Design de Interiores, Marina Gabriel, e é também um dos maiores festivais do bairro.

E se tem um momento para fazer seus pedidos aos deuses essa é a data. Toda a praça fica enfeitada com bambus onde é possível amarrar o tankazu (um papel colorido no qual você pode escrever o seu pedido). A festa tem origem no romance de uma princesa e um pastor, apaixonados, que largaram tudo para ficarem juntos.

No entanto, os deuses não aceitaram o romance e os transformaram em estrelas que ficariam em lados opostos da Via Láctea.  “Apenas uma vez por ano eles poderiam se encontrar, desde que, cumprissem o trabalho de transformar os pedidos dos que ficaram na terra em realidade durante o ano. Por isso, no final do festival, os tankazu são queimados para que a fumaça leve os desejos do povo ao casal”, conta Marina, que também participa da organização do evento.

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Próximo ao fim do ano começam as comemorações de fechamento e chegada do novo ano. As festas dessa época são cheias de simbolismos e significado. A principal acontece nos último (31/12) e primeiro dia (1/1) do ano chamada MOTI TSUIKI MATSURI (Festival do Bolinho da Prosperidade).

Nesse momento acontecem as cerimônias de purificação e as famílias se reúnem para amassar o arroz do qual será feito o bolinho (moti) para compartilhar com as pessoas pelo bairro até ao meio dia, mesmo horário da virada do ano no Japão.

[1] Aluna do oitavo semestre do curso de Jornalismo. Estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

 

 

 

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