Ativista Angela Davis é recebida por 15mil pessoas no Auditório do Ibirapuera

Por Stefany Hypolito [1]

Carla Tôzo [2]

 

Angela Davis, ativista norte-americana do movimento feminista negro, fez uma palestra gratuita no auditório do Ibirapuera em São Paulo no dia 21 de outubro. O tema da Conferência foi “A liberdade é uma luta constante”, na qual a ativista falou um pouco sobre sua história e retomou assuntos sobre defesa das minorias, como a causa racial, feminista e da população carcerária.

Em uma conversa fluída que durou pouco mais de duas horas, o público ouvia atentamente cada pensamento ressaltado pela ativista, que, entre suas críticas ao governo, questionou o maior interesse dos governantes pelo lucro em detrimento das pessoas, afirmando que é possível superar as atuais condições políticas e criar um contexto para desafiar as pressões do capitalismo mundial.

Para um público de 15 mil pessoas, Davis chegou a citar Marielle Franco, que foi assassinada em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro, e também falou sobre a ex-presidente Dilme Roussef, ao comentar sobre as questões de políticas públicas e sociais. Como não poderia faltar, também comentou sobre a Amazônia e como sua preservação ajudaria no combate ao aquecimento global, assunto tão importante na pauta mundial.

A ativista norte-americana desembarcou no Brasil no sábado (19) e sua primeira parada foi no SESC Pinheiros, com o seminário internacional “Democracia em colapso?” e para finalizar, a escritora seguiu para o para o Rio de Janeiro para participar da abertura do “Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África e outras diásporas”.

A ativista começou sua luta nos anos 1970, no estado do Alabama nos Estados Unidos, época em que a população vivia em um regime de segregação racial. Davis fez parte do partido comunista antes de entrar para a organização dos Panteras Negras, que tinha como luta principal a igualdade de direitos para brancos e negros. A autora foi considerada uma das dez pessoas mais perigosas do país e chegou a ser presa, sob acusação de assassinato, sequestro e conspiração. Ficou quase dois anos encarcerada, mas foi solta por falta de provas.

Atualmente, é conhecida pela sua luta que integra não só os direitos raciais e do feminismo negro, como também dos LGBTQ, das causas sociais e políticas públicas. Com diversos livros publicados, a visita de Angela também é para divulgação de sua mais nova obra, intitulada “Uma Autobiografia”.

Consumidora assídua das obras de Davis, Jenifer, 21, esteve na apresentação e falou, com os olhos brilhando: “Parece até um sonho, jamais imaginei que ficaria tão próxima a ela. Nosso país precisa abrir os olhos para todas as questões discutidas aqui, e precisa logo.”

[1] Aluna do oitavo semestre do curso de Jornalismo. Estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

 

 

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