Debate sobre representatividade feminina reúne atrizes da série “Sintonia”

Estrelas da série da Netflix discutem o papel da mulher no cenário artístico na 9ª Semana de Comunicação

Por Henrique Kovalek [1]

Edilaine Felix [2]

 

A mulher no mundo artístico foi o tema da palestra da noite de segunda-feira, 21 de outubro, que reuniu as atrizes Bruna Mascarenhas, Julia Yamaguchi e Danielle Olímpia, que atuam na série Sintonia, que mostra a realidade rodeada por música, drogas e religião, de jovens da quebrada de São Paulo.

Promovido pela Atlética da Escola de Comunicação do FIAM-FAAM, Galoco, as convidadas falaram da carreira, das dificuldades e do processo de interpretação de suas personagens.

A atriz Julia Yamaguchi falou da importância dos ensaios e do auxílio dos preparadores de elenco que as orientaram a incorporar a realidade dos personagens e compreender as cenas. “Nesses ensaios a gente entrava, de fato, no personagem. Sentir e não só interpretar. Fiz cenas pequenas, mas muito significativas”, completa.

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As atrizes da série Sintonia Danielle Olímpia, Julia Yamaguchi e Bruna Mascarenhas (crédito: Lais Fiocchi)

Bruna Mascarenhas, que interpreta Rita, uma das personagens principais de Sintonia, diz que antes de entender o personagem, deve-se conhecer o ambiente. “Eu via as cenas dos colegas e acompanhava os ensaios para entender o universo”. A atriz ressalta também que a empatia para compreender a personagem foi marcante e que isso a sensibilizou.“É uma aula fazer parte desse projeto”, diz.

Em sintonia

A atriz que interpreta Cacau, Danielle Olímpia conta que teve dificuldades para incorporar gírias, pois atuava na área do Direito e tinha uma linguagem mais formal. “Eu recebia áudios do Jottapê (Christian Malheiros, também ator de Sintonia, que interpreta MC Doni) falando um monte de coisas, dando dicas, para eu melhorar minha postura.”

Danielle também comentou sobre a fama e relatou experiências: “é tudo muito novo. Lido com fãs muito carinhosos, já outros são invasivos”.  Ela diz ainda que essa visibilidade afeta também em seus relacionamentos pessoais.

Sobre essa visibilidade do público, Bruna conta que é preciso ser cautelosa para se posicionar sobre certos assuntos. “Agora com essa visibilidade, eu também sou uma porta-voz. É preciso ter cuidado no que fala e no que se comenta. Se posicionar faz parte, é importante. Mas é preciso ter cautela”.

Julia também comenta sobre essa responsabilidade imposta pela mídia e pelo público, mas que é preciso se posicionar de forma coerente: “As pessoas cobram, te acompanham. Elas esperam isso”, destaca.

A 9ª Semana de Comunicação ocorre até o dia 25/10, nos campi Ana Rosa, Liberdade e Morumbi, nos períodos da manhã e da noite. Confira a programação completa no 9ª Semana da Comunicação.

 

[1] Aluno do segundo semestre do curso de Jornalismo. Monitor da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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