Editor da Folha palestra sobre a censura e a importância do jornalismo

Além de entender o  processo de produção do jornal Folha  os alunos puderam falar sobre o futuro do jornal impresso e como o jornalista deve se adaptar aos novos meios de comunicação

Por Gabriele Sales [1]

Edilaine Felix [2]

Na noite da última terça-feira 08, o auditório Ulisses Guimarães recebeu mais um evento da Cátedra de Jornalismo Octávio Frias de Oliveira, em parceria com a Folha de S. Paulo. O jornalista, colunista e editor José Henrique Mariante foi o palestrante da noite e conversou com os alunos sobre a importância do jornalismo na realidade brasileira atual, além de comentar sobre a polêmica capa do jornal que mostrava a imagem HQ que havia sido censurada na Bienal do livro no Rio de Janeiro.

Para dar início a palestra, Mariante explicou sobre alguns processos feito pelo jornal e como aquela capa foi escolhida. O intuito era mostrar a decisão do prefeito de censurar o HQ por conter uma cena de beijo entre personagens do mesmo sexo. “Nossa equipe pensou que se o prefeito não quer mostrar essa imagem, nós vamos mostrar. Naquele momento não era um enfrentamento político, não era uma campanha contra o prefeito ou contra uma ideologia, mas sim uma demonstração que o jornal se colocava em uma posição de não se permitir ser censurado e de levar ao leitor o fato ocorrido”, explicou.

Entenda a capa

O episódio de censura aconteceu na última bienal do livro no Rio de Janeiro. O HQ dos Vingadores continha uma única imagem de dois personagens homens se beijando. A cena não agradou ao prefeito da cidade que considerou a imagem pornográfica e pediu ao Ministério Público a censura de todos os livros que seriam distribuídos. A Folha de S. Paulo reproduziu a imagem em capa no dia 07 de setembro e a capa causou grande repercussão.

José Mariante explica que os jornalistas devem saber distinguir os fatos que realmente vão mudar a vida de alguém, e devem saber desprezar o que não precisa de atenção.     Além de, claro, não se deixar censurar. “Se todos pensassem iguais não haveria diversidade. Um diálogo, uma conversa não é uma imposição de ideias, é uma troca. Os jornalistas devem ter liberdade para expressar suas ideias e se impor, não cedendo à censura”, afirma.

Conhecimento e crítica

Para Carina Viana, aluna do segundo semestre de jornalismo, a faculdade tem facilitado o acesso a palestras sobre temas atuais e tem proporcionado momentos de crescimento acadêmico e pessoal: “’Palestras como essa agrega muito. Por meio desses eventos eu tenho adquirido conhecimento como jornalista e pessoal, como leitora crítica”, comenta.

Questionado sobre o futuro do jornalismo impresso, o colunista comentou que enquanto houver leitores, haverá jornal impresso. “Todo jornal vai acabar, a antiga banca de jornal vai acabar. O jornal impresso vai durar por um tempo, existe uma geração, a minha, que ainda gosta de ler jornal impresso. Mas os jornalistas devem estar preparados para as mudanças necessárias, o futuro é incerto”, finaliza.

 

[1] Aluna do oitavo semestre do curso de Jornalismo. Colaboradora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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