Palestrantes discutem os desafios e caminhos no processo de reivindicação de direitos da sociedade

Tema encerrou o evento que teve 11 mesas e mais de 30 palestrantes 

Texto e vídeo Gabrieli Sales [1]

Carla Tôzo [2]

Com intuito de compartilhar práticas, ferramentas e estratégias de incidência social nos procedimentos de tomada de decisões políticas e públicas, representantes de organizações da sociedade civil se reuniram nos dias 9 e 10 de setembro na 1ª Conferência Nacional de Advocacy que aconteceu na FMU.

Durante o enceramento das mesas de discussão, os palestrantes debateram sobre os desafios e caminhos do advocacy na atualidade. A mesa contou com a presença de Caio Magri, do Instituto Ethos; Edna Jatobá, do Gajop (Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares); Nicole Verillo, da Transparência Internacional Brasil; Paula Johns, da ACT Promoção da Saúde; e Bruno Paes Manso, jornalista e pesquisador do NEV (Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo – USP), como mediador.

O diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri destacou como a juventude sempre esteve engajada nas pautas sociais. “Historicamente, a UNE (União Nacional dos Estudantes), a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e outras organizações estudantis tiveram um papel fundamental em momentos chave do país; especialmente na luta contra os regimes autoritários no país e, fundamentalmente no processo de afirmação da democracia no Brasil.”

encerramento

Caio ainda afirma que a juventude tem mostrando uma leitura das demandas da sociedade e protagonizado a articulação dessa luta. “Mais do que nunca, nós temos que olhar para as iniciativas que a juventude tem tido no campo do advocacy, muito mais do que ensinar a ela como se situar dentro desse processo.”

Segurança Pública e Direitos Humanos

Em meio a polarização política e ideológica presente atualmente no Brasil, a especialista em Gestão em Segurança Pública e conselheira diretora do Gajop, Edna Jatobá afirma que é preciso apostar no diálogo com a população. “É preciso sair um pouco da nossa bolha, apresentar novos discursos de maneira simples e desburocratizada, sem vomitar dados. Precisamos fazer um esforço para se fazer entender pela população, porque a pauta da segurança é, talvez, a pauta mais cara da sociedade como um todo, é o que gera mais preocupação, uma vez que está relacionada ao seu direito de existir, de viver com segurança e dignidade.”

Tratar de segurança pública é também falar sobre os direitos humanos, é o que Edna afirma ao dizer que ambas questões não divergem. “Os direitos humanos se realizam também com a segurança pública, assim como essa, a meu ver, é um direito humano. Não existe a possibilidade de uma sociedade mais justa, equitativa e democrática se a nós não tivermos a realização plena desse direito. Então, o braço do Estado, sendo a polícia, também está à disposição para a concretização destes, o foco principal da ação policial deve ser esse, e se não for, alguma coisa está errada e a precisamos revisar esse assunto para colocar as coisas no lugar.”

Confira o vídeo de encerramento do evento

[1] Aluna do sétimo semestre do curso de Jornalismo. Estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

 

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