FMU realiza palestra sobre parcerias estratégicas no trabalho de advocacy

Nomes influentes do Advocacy no Brasil se reuniram nesta terça-feira (10/09) para compartilhar suas experiências sobre parcerias estratégicas e financiamento de projetos

Por Henrique Kovalek e Safira Ferreira [1]

Carla Tôzo [2]

A palestrante Isabela Henriques que é advogada e diretora executiva do Instituto Alana e trabalha em prol dos Direitos da Criança e do Adolescente pontuou questões como propaganda infantil e meio ambiente e a inserção destes temas dentro das plataformas audiovisuais realizadas pelo Instituto.São filmes que tratam de temas inerentes à todos nós. Promove transformação da sociedade, abordando igualdade, democracia, de direitos em uma perspectiva artística”.

Outro convidado foi o jornalista Moriti Neto, professor universitário e co-fundador do projeto O Joio E O Trigo que trabalha com Jornalismo investigativo e tem como foco o sistema alimentar. “Este tema foi escolhido por ser transversal. Queremos mostrar que a alimentação tem muitos aspectos sociais, econômicos, políticos, culturais; e que ela pode estar presente nas redações de uma forma muito mais ampla do que está hoje. Além disso, no Joio estamos explorando outras formas de comunicação, como foto, vídeo, avançando numa ideia de podcast. (…) Começamos um outro processo recentemente, que foram oficinas de Jornalismo Investigativo voltadas à alimentação. Tivemos 3 edições, e o primeiro resultado completo e público é uma reportagem que saiu no UOL sobre o ambiente alimentar no metrô de São Paulo para usuários e trabalhadores”.

Como representante do Observatório Legislativo Brasileiro (OLB), o professor, pesquisador e atual diretor de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), João Feres explicou como analisam os dados ligados ao legislativo e executivo.  “Nós estudamos o poder legislativo, mas não temos conexão direta com eles, somos totalmente independentes. Buscamos saber que dados contribuem para o projeto ser aprovado ou não, se o projeto é de origem do executivo ou do legislativo, se o projeto tem apoio de grandes partidos do bloco de situação da base parlamentar do governo, ou se é da oposição, quem está propondo, quem é relator do projeto”.

Já Ana Valéria Araújo, mediadora da mesa e superintendente do Fundo Brasil de Direitos Humanos ressaltou o quanto o debate sobre parcerias estratégicas é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. “Você pode focar naquilo que é a expertise de uma organização e fazer parcerias com outra organização que está trabalhando pelas mesmas causas. Unir forças com outros profissionais para potencializar a mesma luta”.

Para a especialista, as dificuldades do Terceiro Setor no Brasil passam por crenças ideológicas negativas atribuídas ao cenário político atual. Ana acredita que a maior dificuldade é superar a barreira da confiabilidade. “Agora há uma necessidade de mostrar para a sociedade qual a relevância da existência de uma sociedade civil fortalecida, de que sem essa sociedade, os direitos não são bem encaminhados, e em algumas vezes não andam para frente e sim para trás. O trabalho é dobrado. O desafio dobrou”.

[1] Alunos do segundo semestre do curso de Jornalismo. Monitores da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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