Trabalho em Rede amplia ações das organizações

Ação Conjunta e Trabalho em Rede foi um dos assuntos do primeiro dia do evento

Diogo Silvestre [1]

Edilaine Felix [2]

 “Para o trabalho em rede funcionar, além de ser preciso compartilhar valores, uma agenda ou uma crença, é fundamental que o espaço das organizações dessas redes, seja democrático e plural”, explica Bia Barbosa, especialista em Direitos Humanos pela USP, co-fundadora e coordenadora do grupo Intervozes, que participou da mesa “Ação Conjunta e Trabalho em Rede: como as organizações podem atuar em rede para ampliar e tornar mais efetivas as suas ações” da 1ª Conferência Nacional de Advocacy.

Nesta mesa estavam presentes Elvis Terena, integrante do Conselho do Povo Terena; Janaína Homerín, mestre em Direito pela Universidade de Paris e mestre em Gestão de Políticas Públicas pela FGV-SP e integrante da Rede Justiça Criminal, e Pedro Kelson, do Pacto pela Democracia.

De acordo com Bia, nas organizações em rede, de maneira distinta de outras instituições, não existe uma hierarquia onde as ideias de um se sobrepõem as do outro, além de uma divisão de tarefas entre os membros que são orientadas por um ideal em comum.

Já Elvis Terena, morador da tribo Cachoeirinha no estado do Mato Grosso do Sul, falou como surgiu a ideia de criar uma rede para ajudar o seu povo nas reinvindicações, como a demarcação das terras indígenas. “Nós iniciamos a rede para unificar nossa luta em 2010, mas pela dificuldade logística conseguimos visitar 70% das aldeias só em 2012, ano que foi realizada a primeira grande assembleia do povo Terena, que contou com a participação de outras tribos, como a Guarani Kaiowá.”

Ainda segundo Terena, no início houve dificuldades pois eles não tiveram apoio financeiro ou logístico, nem mesmo da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), ali eles viram a necessidade de entrar nessa luta junto, e não de forma separada como vinha sendo feito. “O povo Terena vem lutando para que possa permanecer na sua terra, a luta indígena no Brasil é por território.”

Para Janaína, da Rede Justiça Criminal, a sugestão é de que as entidades que compõem a rede trabalhem juntas para ganhar em escala e impacto. Perguntada sobre a dinâmica dos trabalhos, ela diz que a RJC adotou como princípios de governança, a unanimidade das oito organizações do grupo. “No começo há que se investir muito em confiança, coerência e a definição do espaço de cada um”, encerra.

 

[1] Aluno do sétimo semestre do curso de Jornalismo. Estagiário da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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