Meio ambiente em debate

Organizado pelo Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (NEMA), “Trote Solidário” discute no Parque da Aclimação sobre conscientização ambiental

Texto e foto de abertura: Bruna Massae Ueno Silva [1]

Edição Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff [2]

Supervisão Carla Tôzo [3]

 

Nunca se falou tanto em Amazônia como no mês de agosto.  Entre janeiro e agosto de 2019 a Amazônia teve mais chuvas, mais queimadas e mais alertas de desmatamento do que o registrado no bioma nos mesmos períodos desde 2016.Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O período de análise não pôde ser anterior a 2016 porque o sistema de monitoramento de desmate mudou e não permite comparações mais antigas. Os dados são preocupantes e levaram a uma reflexão sobre o que podemos fazer para mudar essa situação. Podemos cobrar mais ações do governo e de organizações não-governamentais.
Mas podemos fazer nossa parte também coma ações simples no dia a dia, como reduzir o tempo que passamos no banho para 10 minutos.

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Os professores Fabíola, Rita, Simona, Lucas e Roseli (direita para esquerda) e a aluna Isabela ao centro que foi sorteada com um livro “Engajamento em prol do meio ambiente”

Esse e outros temas foram abordados no evento “Trote Solidário” organizado pelo Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (NEMA) no Parque da Aclimação pelas professoras Rita Ribas, da Escola de Comunicação do FIAMFAAM Centro Universitário e Simona Adriana Banacu de Melo e Lucas Lima, da Escola de Negócios e Hospitalidade das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). O evento contou com a participação de alunos de diversas escolas das instituições e contou com a participação e cobertura do Núcleo de Estudos de Cultura (NECULT) do FIAMFAAM-Centro Universitário.

A roda de conversa foi ministrada pela professora Rita Ribas, que proporcionou momentos de reflexão e conscientização sobre o nosso cotidiano e o meio ambiente.Nesse debate, também estava presente o professor Lucas, de Ciências Contábeis, nos alertou sobre as questões econômicas e sociais que por vezes passam despercebidas em nosso dia a dia, como por exemplo a quantidade de consumo por um material que você vai usar ou duas vezes e depois deixar para lá. Qual o impacto que isso tem causado na sua vida? O que você tem feito para ajudar o planeta? A natureza produz o ar que você respira hoje.

O palestrante ainda abordou sobre a questão: “quantas árvores você deveria plantar para neutralizar o seu impacto ambiental? O que você pode fazer na sua casa para resolver o problema?”. A reciclagem, doação de tampinha, alumínio, recolhimento do lixo, são dezenas de opções para você colaborar com a natureza, por que não fazer isso agora? O ato de você praticar uma dessas ações, não só faz bem para o ambiente, mas para você mesmo.

Como seres humanos, passamos por diversos problemas e os superamos todos os dias. Mas a atenção que deveríamos dispor por determinada situação, é deixada para depois ou até mesmo ignorada. E quando nos damos conta, é uma doença simples que nos ataca, uma intoxicação alimentar e indisposição que ficamos nos perguntando o porquê disso.

A informação torna-se escassa e de pouca credibilidade quando você não pesquisa, não se atenta, não averigua. Como disse Isabela Costa, aluna do 8º semestre do curso de Jornalismo:  “apesar da gente ter tanta informação, vivemos em um mundo em que a fake news está muito presente”, destaca. “É importante você ouvir os profissionais qualificados para entender o que realmente está acontecendo e saber a posição em que o país está”, complementou a estudante.

Durante a palestra, a professora Rita Ribas pediu para que todos fechassem os olhos e ficassem um minuto em silêncio para escutar o som da natureza. Depois contou sobre a importância de buscar a reconexão com o meio ambiente. Afinal, a natureza é tudo. “As pessoas estão preocupadas no consumismo, por que não fazer um turismo ambiental? Não pode ficar só no discurso, tem de agir. Cada um tem que fazer a sua parte”, complementou.

A professora Simona Adriana Banacu de Melo, da Escola de Negócios e Hospitalidade da FMU e que também foi responsável pela organização do evento, disse que é importante que os jovens compreendam, analisem a respeito. “A caminhada teve por objetivo sensibilizar a questão ambiental”, ressalta a professora.

Pensando nisso e em prol da Amazônia, por que deixar para depois o que você pode fazer agora? Seja ao cuidar das plantas do bairro, separar o lixo, usar a água com moderação ou conhecer a produção e origem do produto que está prestes a consumir. Com pequenos atos, você faz a diferença.

Ao final, os professores ainda convidaram a todos a participar do XXIII Encontro Nacional da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO), que será realizado entre os dias 23 e 26 de setembro na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mais informações estão presentes no endereço eletrônico: https://www.eco.unicamp.br/index.php/eventos/588-xiii-encontro-nacional-da-sociedade-brasileira-de-economia-ecologica. Vamos?

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Crédito: Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff – A aluna Isabela em entrevista

Consciência verde

“A importância de discutir isso hoje é mostrar para os jovens que eles têm um papel totalmente ativo e necessário para o dia a dia e serão cobrados por isso em suas empresas, nos negócios, sendo empreendedores. É preciso ter essa visão diária, mostrar quais os caminhos que eles podem seguir e facilitar o encaminhamento das informações para que possam buscar os seus próprios caminhos com a responsabilidade ambiental. Ter mais acesso à informação de qualidade. O meio ambiente é o ambiente que a gente vive no meio.” – Lucas Lima, professor de Ciências Econômicas e Contábeis – Escola de Negócios e Hospitalidade da FMU

 

“Em casa eu separo os plásticos, lacres de latinhas e fico muito triste quando passo na rua e vejo os lixos espalhados. O meio ambiente, a Amazônia, é nossa e temos de cuidar dela, é uma questão nacional e de cidadãos.” – Roseli Trevisan Campos, professora da Escola de Negócios e Hospitalidade da FMU

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 Crédito: Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff- As professoras Roseli e Simona Banacu e o aluno Gabriel Vieira
              

 

“É importante conscientizar as pessoas a cuidar do meio ambiente, sobre o desperdício de água e da necessidade de preservação. Que a gente tenha mais consciência em relação à natureza.” – Gabriel Vieira, cursa o 4º semestre de Relações Públicas no campus Ana Rosa.

 

[1] Aluna do 4º semestre de Jornalismo. Colaborou com a AICom (Agência Integrada de Comunicação).

[2] Professora do FIAMFAAM-Centro Universitário e coordenadora do Núcleo de Estudos de Cultura (NECULT).

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação.(AICom).

 

 

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