Exposição do MASP Tarsila do Amaral Popular homenageia umas das maiores pintoras brasileiras

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A mostra que conta com mais de 92 obras da artista modernista fica no Museu até o dia 28 de julho

Gisele Sousa [1]

Carla Tôzo [2]

 

Tarsila do Amaral (Capivari, 01/09/1886 – 01/1973) é um dos principais nomes da pintura brasileira e um ícone do Modernismo Brasileiro. A artista teve papel importante ao compor a Semana de Arte Moderna que ocorreu entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, atuando ao lado de outros nomes, como Anitta Malfatti, Mário de Andrade e Oswald de Andrade.

Enquanto passava uma temporada de estudos em Paris tomando aulas com Fernand Léger, Tarsila lançou sua primeira obra em 1923, intitulada A Negra – considerada antecessora da Antropofagia em suas pinturas. Na obra, ela resgatou de sua memória a imagem das negras filhas de escravos que fizeram parte de sua infância, serviam como amas de casa, e por muitas vezes, lidavam com a tristeza e melancolia por não gozar da liberdade. Essa tristeza e melancolia são percebidas no olhar da personagem do quadro, e o seio grande possivelmente representa a ama que amamentava os filhos dos brancos. Neste trabalho pioneiro também podemos notar a técnica do gigantismo e elementos do Cubismo – vanguarda iniciada na França que viria a influenciar Tarsila nas composições de suas telas. 20190628_103535[1]

A Negra, junto com obras como Abopuru de 1928, e Operários de 1933, fazem parte de um acervo de mais de 92 pinturas que compõem a exposição Tarsila do Amaral Popular, exposta no Museu de Arte Moderna de São Paulo desde abril. Neste ano inteiro de 2019 o Museu dedicará homenagens a artistas mulheres, sob o tema “Histórias das mulheres, histórias feministas”, e uma das homenageadas que não poderia ficar por fora é Tarsila do Amaral – pintora de grande prestígio, e aclamada artista do Movimento Modernista.

20190628_111735[1]

Mesmo sofrendo influência das artes europeias, retratou em suas telas a imagem de /um Brasil rural, caipira e urbano, valorizando em seus trabalhos elementos da cultura popular brasileira como o carnaval, as feiras e lendas indígenas. Na mostra você vai ver de perto as principais cores que compunham sua paleta; o azul puríssimo, o rosa violáceo, o amarelo vivo e o verde cantante,  presentes em trabalhos como Morro da Favela (1924), O Mamoeiro (1925) e O Pescador (1925), entre outras obras. Tudo isso, você poderá conferir nesta belíssima exposição que reúne cerca de 120 telas, que vão desde o começo de carreira da pintora, na década de 20, até suas produções finais, na segunda metade do século XX.

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A mostra que teve início no dia 05 de abril ficará exposta no Masp até o dia 28 de julho de 2019 e é aberta ao público de todas as idades. Vale a pena fazer um passeio pelo Museu e prestigiar de pertinho os trabalhos de uma mulher que foi à frente de seu tempo, e que até hoje é lembrada nos livros de artes e história por desempenhar um papel importante na pintura brasileira.

Horário de funcionamento do Masp

De quarta a domingo, das 10h às 18h

3f, das 10h às 20h

Valor do ingresso: R$40 inteira e R$20 meia entrada

Às terças a entrada é franca.

https://masp.org.br/

 

[1] Aluna do sexto semestre do curso de Rádio e TV e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

 

 

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