Dia do Orgulho NERD debate mercado de trabalho e representatividade

Evento foi organizado pelo Núcleo de Estudos em Redes Digitais do Centro Universitário FIAMFAAM

Por Gabriela Barbosa e Gisele Sousa [1]

Vídeo Felipe Aranda [2]

Edilaine Felix [3] 

Na noite de segunda feira, dia 27 de maio, o Núcleo de Estudos em Redes Digitais (NERD) realizou o Dia do Orgulho Nerd, um evento para debater sobre mercado de trabalho e cultura nerd, com a presença de Andreza Delgado, Pedro Zambrada e Bárbara Gutierrez, além dos Heróis do Bem e de um concurso de cosplay.  A mediação foi feita pelos professores Érika Caramello e Efrem Pedroza – coordenadora e membro do grupo.

A professora Érika Caramello destaca a importância do evento que foca no futuro da comunicação. “Sempre ouvimos falar que estão fechando revistas, jornais, demitindo pessoas, enquanto a área digital está em constante crescimento.”

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Érika Caramello, coordenadora do NERD (crédito: Laura Yoko)

O editor-chefe do site Drops de Jogos, Pedro Zambrada, comenta que existem cada vez mais pessoas especializadas e produzindo conteúdo geek e nerd, e que já é possível trabalhar com algo que antigamente era visto apenas como um hobby.

Além disso, ele destaca a mudança na imagem do nerd. “Acho que ainda existe um bullying, mas cada vez menos o nerd está sendo visto como alguém que sofre esse tipo de agressão e a popularização dos filmes de heróis, jogos e séries ajudam nesse processo.”

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Pedro Zambrada, site Drops de Jogos (crédito: Laura Yoko)

Mulheres na cultura pop

Durante muito tempo as mulheres foram representadas de forma sexualizada nos jogos e no cinema. Um exemplo é a personagem Lara Croft que no inícios dos anos 2000 era retratada sempre com roupas curtas, além de ter sido interpretada pela atriz Angelina Jolie, um símbolo sexual da época.

Questionada sobre a pouca representatividade da mulher no universo nerd, Bárbara Gutierrez, editora chefe do site Versus, ressalta que há uma visão equivocada de que geek e cultura pop são coisas de homem, no entanto, esta não é a realidade. “É nosso papel como consumidor cobrar a presença de mulheres nas atrações, e que assim cresçam o número de protagonistas femininas nos games.”

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Bárbara Gutierrez, editora chefe do site Versus (credito: Laura Yoko)

Representatividade

Andreza Delgado, uma das produtoras e idealizadoras do projeto PerifaCon, evento gratuito de cultura geek no bairro do Capão Redondo, em São Paulo, destaca a importância e impacto que o evento tem para o público cuja participação em eventos Comics são inacessíveis, devido a seu alto custo.

No dia 24 de março deste ano, pela primeira vez, moradores da periferia tiveram a oportunidade de acompanhar de perto as tendências do mundo geek através de uma feira que durou 7 horas, na Fábrica de Cultura do Capão Redondo e atraiu cerca de 4 mil pessoas.

Para Andreza, isto evidencia o quanto se deve olhar mais para as comunidades através de uma perspectiva diferente, só assim será possível quebrar o estigma de que periferia só produz violência. “Não existe uma Comic em favelas no Brasil,o PerifaCom é uma inovação no mercado e uma oportunidade para os artistas da periferia, ressalta.

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Andreza Delgado, uma das produtoras e idealizadoras do projeto PerifaCon (credito: Laura Yoko)

Heróis do Bem

Também participaram no Dia do Orgulho Nerd três participantes da ONG Heróis do  Bem: a Mulher Maravilha, o Flash e o Capitão América. Criada em agosto de 2016 pelo empresário Rogério Ferroni, a organização sem fins lucrativos atua em mais de 11 hospitais espalhados por São Paulo, além de realizar trabalhos voluntários em outros estados do país.

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Professor Efrem, Herois do Bem, Erika Caramello (crédito: Laura Yoko)

A Ong tem como objetivo levar encantamento e magia às crianças e adolescentes que padecem de enfermidades, entre elas o câncer. O grupo junto com a equipe médica faz um trabalho de prestar apoio e tentar tratar o lado emocional desses jovens debilitados pelas doenças, na tentativa de espalhar sorrisos e amenizar o sofrimento na luta pela vida. “Nos trajamos de personagens para levar magia, encantamento, esperança e alegria, realizando o sonho de crianças de conhecer os personagens e fazemos isso nos leitos dos hospitais”, diz Ferroni.

Confira a cobertura em vídeo do evento:

[1] Aluna do quarto semestre do curso de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom) e aluna do sexto semestre do curso de Rádio e TV e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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