130 anos de Chaplin é tema de comemoração do NECULT

Texto: Cássia Costa [1]

Fotos: Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff e Yasmin Almeida [2]

Carla Tôzo [3]

Na última quinta-feira, 16/05, foi realizado no Centro Universitário FMU FIAM FAAM, no campus Ana Rosa, um evento comandado pelo NECULT, Núcleo de Estudos de Cultura, totalmente voltado para a celebração dos 130 anos do nascimento de Charlie Chaplin. Organizado e idealizado pela professora Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff, o festejo foi todo pensado para trazer a grande aura do gênio ‘vagabundo’ para o público, além disso, contou com diversas atividades durante toda à tarde.

a professora e coordenadora do Núcleo: Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff

“O NECULT decidiu fazer o evento sobre o 130 anos de nascimento do Chaplin porque ele é uma figura paradigmática, tanto para a história do cinema quanto para a cultura em geral. A figura dele representa um ícone, tanto que sua imagem é lembrada até hoje, seja em propaganda, seja no cinema, seja como referência para outros atores e artistas. Ele é sempre lembrado por trazer essa ideia do vagabundo, essa mensagem de paz que, [por exemplo], esta presente no filme ‘O Grande Ditador’, em que ele faz uma crítica a Hitler, e que tem esse belo discurso, que é um dos únicos filmes falados de Carlitos”., explicou.

O evento intitulado ‘Charles Chaplin e o cinema mudo’ começou com a exibição do filme de 1992, ‘Chaplin’, que traz toda a trajetória de Charlie, desde sua infância complicada até seu derradeiro desfecho. Com mais de duas horas, o longa, que é uma cinebiografia de sucesso, chegou a ser indicado ao Oscar de melhor ator, para o papel de Robert Downey Jr., que interpreta o protagonista. Com esse clima de nostalgia proporcionado pelo filme, a programação seguiu com uma apresentação de monitores do Núcleo, Ester Ferrari, Yasmin Almeida, Tarcisio Alves da Silva, e Ana Carolina Martins que mostraram o surgimento do cinema e a trajetória do cinema mudo, pelo qual Chaplin ficou conhecido.

A monitora do quinto semestre de jornalismo Yasmin Almeida, disse que a imersão no mundo do cinema de Chaplin lhe proporcionou novas visões sobre o ator, e também sobre a época que o longa retrata: “Antes de participar do NECULT, eu achava que Charles Chaplin era só mais um ícone da cultura pop que acabou marcando a história apenas por ter feito muito sucesso, mas depois que comecei a pesquisar e estudar sua vida para o evento, percebi o quanto Chaplin foi mais que apenas um comediante. Se hoje em dia já é difícil falarmos sobre o que pensamos, naquele tempo era ainda pior, e mesmo assim, ele se atreveu várias vezes a mostrar seu ponto de vista, e conseguiu inimizades e perseguições por toda sua vida por isso, não que ele tenha enfrentado tudo e todos, mas ele fazia questão de deixar seus ideais em suas atitudes, e isso é algo muito louvável”.

A exibição passou pela invenção do cinematógrafo dos irmãos Lumiére, pelos tipos de filmes produzidos ao redor do mundo no começo do século passado, e por fim, pela vida, morte, e legado do ‘Tramp’, Charles Chaplin. Além de tudo isso, a programação foi abrilhantada por uma companhia, um tanto quanto, ilustre. O “próprio” Charles Chaplin resolveu dar uma passada pela comemoração e não se acomodou a apenas isso, ele ainda chegou a distribuir rosas para parte do público. A monitora Ana Carolina Martins deu vida ao Chaplin que fez parte das atividades do evento e conquistou todos com seus comentários e apresentação.

A monitora Ana Carolina Martins deu vida ao Chaplin

Se não bastasse tudo isso, a tarde foi acompanhada pelo debate dos alunos presentes que sempre achavam algo para comentar, mostrando o quanto todos ainda se encantam com a história de Charles Chaplin. O evento ‘Charles Chaplin e o cinema mudo’ é mais uma das apresentações que o NECULT traz para a faculdade, com o intuito de entreter e difundir a cultura dentro do Centro Universitário. Ainda para o mês de Maio, está programado o evento sobre o cantor Michael Jackson, que nos deixou há dez anos.

[1] Aluna do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitora do NECULT.

[2] Professora do curso de Jornalismo e coordenadora do NECULT e aluna do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitora do NECULT.

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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