Era digital traz mais assertividade no processo de comunicação

O profissional de Relações Públicas cria e executa estratégias de marketing e vê à internet como uma aliada na coleta de dados sobre o comportamento do consumidor

Texto: Renata Silva e Tatiana Silva [1]

Fotos: Laura Y. Yonemoto [2]

Vídeo: Ana Luiza Antunes [3]

Carla Tôzo [4]

 

O último dia da III Semana de Relações Públicas recebeu os profissionais das empresas BFerraz, o coordenador de BI, Nathan Martins, da agência Mutato, Bruno Honório especialista em opinião pública e inteligência de mercado, e do Youtube, Cauã Taborda gestor de comunicação na América Latina para falarem sobre a era digital no RP e compartilhar suas experiências com os alunos.

Com o avanço dos meios digitais, o dia-a-dia dos profissionais de comunicação ficou ainda mais ágil e a necessidade de ter tudo em primeira mão e com resposta rápida do consumidor é fundamental. E em uma época que o fake news chega primeiro é muito complicado, então, os profissionais de RP entram neste processo para fazer a mediação, controlar a crise e usar a criatividade para entender as relações humanas na busca do engajamento; são os profissionais que possuem visão estratégica.

Da esquerda para a direita: Nathan Martins, coordenador de BI da BFerraz; Cauã Taborda, gestor de comunicação na América Latina do YouTube; Marcelo Rodrigues, o professor de RP e mediador; Bruno Honório, especialista em opinião pública e inteligência de mercado da Agência Mutato

O discurso da área de relações públicas é justamente ser dependente de “relações”, portanto, usar as redes sociais na coleta de dados e ter efetividade na publicidade proposta e ir além dos e-mails-marketing, website, blog corporativo para atingir o consumidor são fundamentais. Hoje as redes sociais é a principal ferramenta de propaganda devido ao alcance de público.

Deste modo o profissional de BI (Business Intelligence) traz estratégias eficientes na comunicação proposta e evita crises com bases no monitoramento e mensuração de análise de redes sociais, por exemplo.

Mas qual é a percepção dos profissionais de relações públicas sobre essa nova fase de se comunicar, eles seriam apenas o backstage da era digital? Entender como funciona esse mercado desde a faculdade é imprescindível.

Nathan Martins – coordenador de BI da BFerraz

O coordenador BI na agência BFerraz, Nathan Martins, falou sobre o seu dia-a-dia na coleta de dados e importância dessa nova área dentro da comunicação na base do relacionamento, alcance, atendimento e engajamento da empresa com o cliente. “Fatores externos influenciam, principalmente quando a segurança de dados está em pauta como hoje, o profissional de BI tem que ter apoio jurídico também, até para ajudar a empresa no gerenciamento de crise caso ocorra. É preciso saber até aonde pode mensurar as métricas de interação e dimensão”, diz Nathan.

Cauã Taborda gestor de comunicação na América Latina do Youtube

Na segunda parte da conversa com Cauã Taborda, especialista de gestão integrada na comunicação, disse como gerir uma plataforma de abrangência global como o Youtub e utilizou o exemplo do vídeo viral “Momo”.  “O melhor jeito de combater uma crise, é criar conteúdo positivos, é preciso ter transparência e ética para passar informação, ter credibilidade e saber o público alvo é fundamental para abordar tal informação”. Ele falou da relação das marcas e dos influenciadores digitais. “O que traz o influenciador a marca, é a necessidade e o valor agregado a ela, o seu poder de engajamento é muito mais levado em conta do que o cache, até porque não temos esse dinheiro”.

Bruno Honório especialista em opinião pública e inteligência de mercado da agência Mutato

Bruno Honório, especialista em opinião pública e inteligência de mercado fechou a palestra da noite levantando a bandeira da diversidade dentro das agências de comunicação e empresas como um todo e explica como isso influencia nas campanhas e opinião pública. “Hoje, existe um processo inicial de mudança, em relação a régua social, mas não só essa régua, o antigo RH tinha preguiça de procurar um profissional negro para preencher a vaga, porém, é necessário ter paciência para procurar. Esquecer o QI (Quem Indica), ainda falta muita diversidade nas empresas”. Ele chamou a atenção sobre a sua própria experiência, na qual falta iniciativa dos próprios gestores na hora de preencher as vagas. “É preciso ser naturalizado ter uma mulher negra na gestão, homossexual, trans, por exemplo, o RH hoje tem que pensar na escala de necessidade, até mesmo para o desenvolvimento do processo de criação da campanha e o gestor que tem que apontar isso”.

 

Confira a cobertura completa das palestras da mãe e noite do dia 9/5.

[1] Alunas do sétimo semestre do curso de Jornalismo e estagiárias da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Editora de vídeo  do Centro Universitário FIAM-FAAM.

[3] Aluna do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[4] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

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