Relações públicas discorrem sobre os desafios e oportunidades nas multinacionais

Ser atualizado e ter disposição para entender profundamente e frequentemente o público, são requisitos indispensáveis para alcançar o máximo na carreira.

Texto: Felipe Aranda [1]

                                                                        Vídeo: Thalita Gois [2]

Edilaine Felix [3]

O profissional de relações públicas tem a missão de intermediar o relacionamento de uma empresa, seja ela pública ou privada, com o seu público. Essa ação não acontece apenas em atividades informativas como o disparo de uma nota ou interações em redes sociais. O intermédio, de forma muito mais efetiva, está na proximidade com o público.

Os convidados Rodolfo Araújo, Aline Caio e Anelisa Furquim, debateram o tema e a atividade em multinacionais no Auditório Nelson Carneiro do Campus Liberdade do Centro Universitário FIAM-FAAM, na segunda noite da 3ª Semana de Relações Públicas. A mesa foi mediada pela professora Cristiane Sambugaro.

Humanização na era digital

Em um mundo conectado, assim como as redes sociais e a comunicação instantânea aproximaram as pessoas, também causam o efeito contrário, afastando os indivíduos de seus interesses e, principalmente, de externar suas vontades. Por isso, Rodolfo Araújo, vice-presidente da United Minds na América Latina, ressalta a importância da atividade do profissional de relações públicas em um momento de crise.

“ Talvez nunca antes a gente precisou cuidar das relações humanas dentro das empresas, no campo político, em vários aspectos e esferas da sociedade. Diante da tecnologia, da automação, da robotização de muitos processos, ambientes, serviços e produtos, nunca o lado humano foi tão importante.”

Para Aline Custódio, gerente de comunicação corporativa da Marfig Global Foods, um dos usos mais favoráveis da tecnologia para o profissional de relações públicas é na obtenção do conhecimento, no sentido de estar “conectado ao mundo, ao que está acontecendo lá fora, independentemente da empresa e de onde você estiver atuando […] É ter disciplina, estar atualizado e olhar sempre para o futuro”.

Atuação em diferentes segmentos

As relações públicas costumam ser dinâmicas. As formas como as pessoas interagem mudam, e isso acaba transformando o comportamento do próprio público. Independentemente do segmento e do porte de uma determinada empresa, há uma premissa que é a essência do exercício da função: a sensibilidade.

“Vá até o cliente, almoce com ele, esteja junto, não fique só atrás do computador pensando que você imagina como ele deva ser. Esteja com ele, ouça as dores, esteja aberto e seja flexível”, aconselha Anelisa Furquim, coordenadora de comunicação da Camargo Corrêa Infra.

Aline conta que a diferença do trabalho entre empresas nacionais ou multinacionais, de segmentos e portes diferentes, está nas oportunidades e nos desafios. Você pode lidar com um público grande ou pequeno, pode lidar e idealizar grandes ou pequenas ações, por exemplo. “Você tem um desafio diferente em uma empresa maior, multinacional, e em um empresa menor, você tem outros desafios […] mas o trabalho tem que ser o mesmo, um trabalho ético, um trabalho seguro, um trabalho que preze a comunicação bem feita.”

Confira o vídeo do dia 7 de maio 

[1] Aluno do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitor da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Aluna do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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