Cineasta fala sobre afrofuturismo

Curta da cineasta anglo-nigeriana esteve na Sala de vídeo do Masp

Por Beatriz D’angelo [1]

Edilaine Felix [2]

 “O negro é passado, presente e futuro, e é por isso que a resistência é também uma forma de renascer.” Essa é a frase utilizada pela cineasta anglo-nigeriana Jenn Nkiru para definir o afrofuturismo, movimento estético-artístico que surgiu nos Estados Unidos durante os anos 1960 com o objetivo de incluir os negros na música, no cinema e nos meios artísticos. O afrofuturismo tem características como realismo, fantasia e formas de pensar não ocidentais, com forte influência da cultura afro.

Em palestra sobre o curta documentário “Rebirth is Necessary”, a cineasta Jenn Nkiru conta que a música e o cinema já eram sua paixão desde que ela tinha 15 anos de idade. “Especialmente a música. O problema era que sempre me perguntavam o por quê eu não via negros e imigrantes atuando de forma que não fossem subjugados ou em papéis humilhantes, me perguntavam por que eu não fazia diferente, escrevia as minhas próprias idéias.”

O curta “Rebirth is Necessary”  foi apresentado no Masp (Museu de Arte de São Paulo) entre os dias 7 de fevereiro e 24 de março, e mostrava uma colagem, em estilo ágil e realista, de trechos de outros filmes, músicas e até imagens de arquivo de diversos autores e épocas sobre a experiência do negra no mundo, um trabalho que foi premiado em Londres e em Cannes no ano passado.

frame
Frame do vídeo de Jenn Nkiru. Foto: Divulgação.

Os visitantes  que assistiram o curta aprovaram. “Já havia ouvido falar sobre afrofuturismo, especialmente depois de ver o filme Pantera Negra, que aborda sobre questões raciais e preconceito. Cheguei no finalzinho do curta da Jenn mas mesmo assim gostei muito, acho um tema muito importante para ser debatido e mostrado. Recomendo 110% o curta.”

O webdesiner, Rodrigo Ledur, prestou bastante atenção na produção do curta. “Confesso que de primeira não entendi muito o vídeo, mas gostei muito da estética dele, tudo muito bonito, por um lado tem algo muito futurista e realista, por outro, vemos algo meio que antigo, reproduzido dos anos 1960, quando começou esse movimento.”

Nathalia Caparro,  monitora do Masp, confessa que nunca tinha ouvido falar de afrofuturismo, conta que pode conhecer o termo e o trabalho de Jenn Nkiru mais de perto. “Olhei mais para a estética do vídeo e o que gostei bastante foi a ideia da cineasta de colocar outros vídeos no documentário dela, não ficou algo confuso, ela soube juntar direitinho as imagens e organizá-las. A mensagem dela ficou bem clara, ela soube juntar as imagens e organizá-las. Eu já sabia que ela havia produzido um dos videoclipes da Beyoncé e fiquei muito animada para conhecê-la.

O curta “Rebirth is Necessary” ficou em exposição até 24 de março no Masp, mas quem tiver interesse e assistir é possível ver no YouTube.

 

[1] Beatriz D’Angelo é aluna do terceiro semestre  do curso de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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