Metrô oferece passeio cultural

Exposições de arte e esculturas são disponíveis para todos nas linhas de metrô de São Paulo

Por Luana Losimfeldt [1]

Edilaine Felix [2]

Ao circular pelas estações, você já deve ter reparado nas obras de arte que estão presentes em alguns lugares, elas fazem parte da linha cultural do metrô de São Paulo. Este projeto teve sua inauguração na estação Sé – onde se encontravam os primeiros trabalhos – há 41 anos. Após as primeiras exposições outros artistas demonstraram interesse em expor seus quadros e esculturas para a população geral, e em 1988 teve início o projeto “Arte no Metrô”.

Tal iniciativa aproximou a arte da população em geral, que por vezes não tem oportunidade de visitar museus. A estudante Kamila Policastro, que transita pelas estações cotidianamente, costuma reparar bastante nas exposições. “Às vezes a gente está na correria e para um pouquinho para poder ver, ler alguma coisa.”

Além dos quadros, esculturas e fotografias, o metrô conta ainda com artistas musicais. A Banda dos Seguranças do Metrô faz, ao longo do ano, shows gratuitos em diversas estações. A programação tem mudanças mensais, e pode ser encontrada no site do Metrô.

Este mês contamos com diversos projetos incríveis, entre eles “Anônimos do Metrô” exposição do artista urbano Paulo H. Vieira.  “Nas minhas idas e vindas pelo metrô sempre parava para ver as exposições que acontecem em algumas estações e pensei que um dia poderia expor meus trabalhos ali.” Seu desejo se realizou no final do ano passado, quando mandou seus desenhos que agora estão em exposição, cujo foco são pessoas distraídas nos vagões.

Vieira percebe que a receptividade tem sido boa, ainda que muitos andem apressados. “É bom saber que pessoas que não têm oportunidade ou tempo de apreciar uma exposição, possam de certa forma entrar em contato com a arte. No meu caso, a arte urbana representada pelos ‘anônimos’ é sempre bem-vinda e mesmo na correria sempre tem alguém que dá um tempinho para ver os desenhos.”

O artista faz parte da comunidade global “Urban Sketchers”, que praticam o desenho de observação. “Nos vagões do metrô notei que muitas pessoas ficam distraídas com seu celular, lendo ou tirando uma soneca, notei que era um bom tema para abordar. Comecei a desenhar algumas dessas pessoas e resultou um caderno cheio que poderiam fazer parte de uma mostra.”

Além das exposições, temos também as vitrines como a “Mar e Mata Atlântica”, com joias esculpidas em metais, do designer Marivaldo Pimentel.  O artista trabalhou por 30 anos na manutenção do metrô, e percebe a felicidade no rosto dos usuários que veem as obras.

“Mesmo hoje com toda essa tecnologia a cultura está indo para o ralo, não existe incentivo nas escolas, nos clubes e nem em casa que é o principal vetor. Com essa exposição pude mostrar que podemos trazer muita coisa interessante e diversificada com poucos recursos e custo baixo.”

Pimentel, que tem formação em mecânica e publicidade, tem na arte um hobby desde a década de 1960. “Encontrei nesse projeto uma forma de poder mostrar minhas joias de maneira prática. Essa exposição pode ser apresentada em qualquer lugar, pela sua praticidade.”

Confira abaixo a linha-cultura de abril do Metrô

linha-cultura_page-0001

[1] Aluna do sexto semestre do curso de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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