# Mulheres do Brasil Antonieta de Barros: A primeira deputada negra do país

Ao longo de sua vida atuou como professora, escritora, jornalista e deputada

Karina Santos [1]

Edilaine Felix [2]

Nascida em Florianópolis, Santa Catarina, em 11 de julho de 1901, de uma família muito pobre, Antonieta de Barros, ficou órfã de pai ainda criança e foi criada pela mãe, que para sustentar a família alugava a casa para estudantes universitários.

E foi por meio desses alunos que Antonieta começou a se interessar pelos estudos de letras. Aos 17 anos ela iniciou os estudos na Escola Normal Catarinense se formou no magistério em 1921. Foi professora do atual Instituto de Educação entre os anos de 1933 e 1951 e dirigiu a instituição de 1944 a 1951, quando se aposentou.

Sempre engajada nas lutas sociais e educacionais, Antonieta também lecionava para os mais pobres que não tinham condições de ir à escola, a fim de ajudá-los a ter uma vida mais digna.

Em 1934, ela foi eleita a primeira deputada mulher pelo Partido Liberal Catarinense. Antonieta foi constituinte de 1935 a 1937 – quando teve início a ditadura do Estado Novo -, e neste período relatou os capítulos da Educação e Cultura e Funcionalismo. Eleita novamente em 1947 pelo Partido Social Democrático, ela prosseguiu com as pautas de luta e valorização do magistério.

Além da educação, a cultura também fez parte da luta de Antonieta. Entre 1922 e 1927 ela fundou e dirigiu o jornal A Semana e, em 1930, dirigiu a revista Vida Ilhoa. Nesses periódicos, ela escreveu crônicas e artigos sobre questões educacionais, políticas, a condição feminina e o preconceito racial. Em 1937, ela escreveu o livro Farrapos de Ideias, com o pseudônimo de Maria da Ilha. Ao longo de sua vida atuou como professora, escritora, jornalista e deputada.

Antonieta se dedicou pelas causas que até hoje são fundamentais em nossa sociedade, por expressar ideias em um momento histórico no qual a mulher não tinha voz, e por lutar pelos menos favorecidos. A sua luta abriu novos caminhos e atualmente a sua história serve de inspiração. Antonieta morrei em 18 de março de 1952.

 

[1] Aluna do  semestre do curso de Rádio e TV e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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