Pensar fora da estratégia tradicional é essencial para o crescimento da empresa e carreira profissional

Dados e transformação foram as palavras que marcaram a palestra na noite de 11 de abril da 3ª PP Week

Por Renata Silva e Tatiana Silva [1]

Reportagem e produção em vídeo: Thalita Gois, Felipe Aranda [2]

Carla Tôzo [3]

A palestra desta noite de quinta teve a presença de Diego Mattera, Head de Data Science da Agência F/Nazca e Bruno Bernardo, especializado em marketing e co-founder da Labof; ambos contaram sobre suas trajetórias e sobre o mercado publicitário.

 Diego Mattera explicou a importância do Data Science na área de comunicação e marketing de uma empresa e ressaltou o quanto é essencial ter todas as pessoas engajadas no projeto, para não depender apenas de programas analíticos. “É preciso ter um colaborador para afunilar as informações e chegar à melhores resultados na estratégia de vendas”.

 Para evidenciar a importância da coleta de dados, Mattera fez uma analogia e comparação a mitologia grega para explicar como funciona esse mecanismo de datificação para passar a mensagem com um melhor efeito ao consumidor final. Demonstrou como funciona o processo da jornada do consumidor, quando em uma campanha publicitaria é usada uma pessoa como personagem principal, como uma representação de todos que utilizam aquele produto, trazendo mais proximidade e engajamento. 

Diego Mattera, Head de Data Science da Agência F/Nazca

 Em entrevista Diego explicou como é feito essa experiência para agradar o cliente. “As empresas então mais preocupadas em criar uma sintonia, né, criar uma relevância com o cliente. A grande preocupação é estar mais próximo do consumidor não como um fator externo, mas estar ali para criar um fator humano de proximidade, está lado a lado”.

 Hoje as empresas não estão apenas coletando dados, a principal busca é trazer o lado mais humano e com campanhas em engajamento sociais para atrair pela emoção. Foi o que Bruno Bernardo enfatizou na segunda parte da palestra. A Labof surgiu com o sentimento de transformação, pois para ele trabalhar em uma grande marca é fácil, o difícil é transformar uma pequena empresa. “É preciso saber o propósito que se quer alcançar, para poder preencher e transformar pequenas marcas em grandes empresas”.

 Bruno explicou que quando a gente fala das marcas, é preciso criar conexões entre elas e as pessoas. Para ele, as grandes dificuldades das empresas hoje, é olhar para dentro e ver qual o propósito que elas querem passar para as pessoas. Se comunicar é muito fácil, mas se você não tiver o propósito você não consegue vender e transformar a vida das pessoas e o mundo em que vivemos.

Bruno Bernardo , especializado em marketing e co-founder da Labof

“É preciso ter repertório, conhecer gente e suar, suar, suar. É preciso ter mais pratica. O conselho que eu dou para o novo profissional de publicidade é que não importa a área que a gente trabalhe, aquela experiência vai nos ajudar lá na frente, não importa o emprego”, disse Bernardo.

A estudante de publicidade e propaganda Rafaela Assunção do 8º semestre, disse que a faculdade ensina a parte técnica e teórica de como vender, mas que faltava um up, para entender o real propósito de tudo isso. “A palestra de hoje trouxe um olhar muito diferente, do que estamos acostumados a ver na sala de aula, uma coisa muito fora dos padrões tanto do rapaz que falou de dados e de mídia. O que mais me tocou foi o papel da transformação. A nossa profissão, de publicidade e propaganda ela é como se fosse uma cria do capitalismo, e não pensa muito no impacto que isso pode sofrer nas pessoas”.

A palestra trouxe aos estudantes um olhar mais humano, menos técnico na hora de realizar uma campanha. “O propósito é o melhor despertador que a gente tem”, ou seja, é obrigatório ser técnico no trabalho, mas a forma que esse trabalho é feito depende do profissional e fica a critério dele fugir dos padrões e conseguir o sucesso.

Confira cobertura completa em vídeo da 5f.

[1] Alunas do sétimo semestre do curso de Jornalismo e estagiárias da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Alunos do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitores da Agência Integrada de Comunicação (AICom). 

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

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