Apurar informações e não distorcer notícias estão entre as principais dicas para fazer entretenimento de qualidade

Tema foi abordado pelos jornalistas Ricardo Feltrin, Mauricio Stycer, Keila Jimenez e Gabriel Perline

 

Por Leonardo Sales e Melissa Araújo [1]

Fotos: Ana Andreoni  [2]

Reportagem e produção em vídeo: Karina Souza e Thalita Gois[3]

Carla Tôzo [4]

A penúltima noite da Semana de Jornalismo trouxe um tema que vem crescendo cada vez mais na mídia: o entretenimento. Com mediação da professora Nadini Lopes, a mesa desta quinta-feira (4/4) contou com as presenças de: Ricardo Feltrin (Entretenimento Uol), Maurício Stycer (TV e Famosos Uol), Gabriel Perline (Uol) e Keila Jimenez (Record). Um dos pilares da conversa foi a importância de fazer esse trabalho de forma correta.

Segundo Ricardo Feltrin, um dos aspectos que será mais comum no futuro do entretenimento é a apuração da informação. Além disso, ele aproveitou para disparar contra determinados veículos da mídia.

“O grande problema que eu vejo hoje é uma indústria de plágios que distorcem as notícias. Nessa área de entretenimento eu considero como uma vergonha”. O bom trabalho, de acordo com Feltrin, está na apuração e na análise bem feita.

Já Gabriel Perline, lamenta ter vivenciado no começo de sua carreira um fenômeno que marcou o início deste século, a tão famosa crise do jornalismo, (período onde os portais de notícias passaram a ganhar força e os veículos impressos começaram a descobrir e ingressar no meio digital). “A gente gostaria de ver mais concorrentes, de ver esses portais muito bem estruturados para ter outros sites e outros profissionais bem qualificados que hoje em dia não estão mais trabalhando no mercado”, disse.

Maurício Stycer ressaltou que embora exista um grande interesse das pessoas em televisão e no mundo dos famosos, outro fator negativo no entretenimento é que há pouca publicidade direcionada a esse ramo. “Nenhuma empresa quer anunciar, pois elas querem a primeira página ou a parte mais nobre do jornal e nas mais lidas”, concluiu.

Alinhado a isso, Keila Jimenez recordou que sempre quis trabalhar em um grande veículo no início de carreira, mas que as coisas não aconteceram bem do jeito que ela imaginava. “Comecei no Notícias Populares que é exatamente o extremo oposto de entrar num grande veículo. Não era convidada para as coletivas, então, eu invadia os eventos e com isso, a gente aprende, pois é uma grande escola”.  Keila também ressaltou a importância de trabalhar em um veículo onde tudo é mais difícil, pois foi nessa época que ela aprendeu a correr atrás dos objetivos.

Por fim, os alunos também não ficaram de fora deste importante debate. Emerson Alves (aluno do 5° semestre de jornalismo) declarou que sempre se interessou pelo jornalismo de entretenimento. “Acompanho há muito tempo a coluna do Maurício no Uol e acho que ele faz uma crítica aos produtos e programas de TV de forma excelente, além de abordar muito bem o entretenimento dentro do jornalismo”. O estudante entende que muitas pessoas confundem de maneira errada o jornalismo com fofoca e que há um certo preconceito delas quanto a isso.

A aluna do 2° semestre de Jornalismo Tamires Ferreira ficou admirada com a interação entre os palestrantes. Ela disse que o tema apresentado é importante para os estudantes pois existe um preconceito com o jornalismo de entretenimento. “Eu gostei bastante até porque eu mesma sou uma pessoa que costumo falar que jornalismo de fofoca pra mim não é jornalismo, não vou estudar quatro anos pra falar sobre fofoca, mas eu vi um outro lado do entretenimento hoje.  Que entretenimento não é só a questão fofoca. Vim justamente porque eu queria mudar a minha opinião, queria saber o outro lado da história”.

A Semana de Jornalismo se encerra nesta sexta-feira (5/4) e terá mesas no período da manhã (9h às 11h30) e   à noite (19h às 21h30)

Confira a cobertura em vídeo do evento.

[1] Alunos do sétimo e segundo semestre do curso de Jornalismo e estagiário e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Editora de Imagens do Centro Universitário FIAM-FAAM.

[3] Alunas do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitoras da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[4] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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