Por dentro do mundo das notícias: a imersão no jornalismo

Convidados discutem como fazer matérias jornalísticas utilizando a realidade virtual e o 360º

Texto: Gabriel Castilho e Gabriela Sacche [1]

Ricardo Negratia [2]

Reportagem e produção em vídeo: Rita Moura e Thais Barsotti [3]

Carla Tôzo [4]

A realidade virtual não é novidade. Na década de 80 já se comercializava produtos com a função de entreter o público ao simular o mundo tangível. Porém, nessa época, esses equipamentos ainda eram muito caros. Com o desenvolvimento da tecnologia, essas ferramentas ficaram mais acessíveis e mais flexíveis: o propósito da realidade virtual (VR) não é mais somente entreter – essa tecnologia já pode ser usada até mesmo para contar histórias jornalísticas.

Da esquerda para a direita: professora Alciane Baccin; Eduardo Sona, jornalista e criador da Travel TV BR e Marcelo Sarkis, editor de digital do programa Fantástico

Esse momento de inovação precisa ser analisado. Por isso, nesta quinta-feira (04/04), Eduardo Sona, jornalista e criador da Travel TV BR, se encontrou com Marcelo Sarkis, editor de conteúdo digital do programa Fantástico, no Auditório Nelson Carneiro para debater o tema “Jornalismo Imersivo: dos 360º à realidade virtual”, com mediação da professora Alciane Baccin.

Eduardo Sona e Marcelo Sarkis trocam experiências sobre a realidade virtual e o 360º

Eduardo Sona é um pioneiro de realidade virtual, trabalhando com ela desde 1996. As experiências com essa tecnologia foram aplicadas ao jornalismo em seu mais novo projeto: o site e aplicativo Travel TV. Nele, o usuário pode “visitar” pontos turísticos ao redor do mundo de forma imersiva, vendo imagens e vídeos em 360º e VR, além de ler relatos produzidos pelo profissional.

Segundo Eduardo, a ideia de seu produto é apresentar esses espaços turísticos em detalhe e estimular o público a conhecê-los ao vivo. “Ele não substitui, não é uma viagem 100% virtual. […] Caso a pessoa não tenha condição, pelo menos ela vai conhecer o que normalmente ela não conheceria com fotos normais”, conta o jornalista.

Mas para que essa inovação saia de pequenos nichos e chegue a um público maior, é preciso que os jornalistas tenham a ousadia de experimentar novas maneiras de fazer reportagens. Eduardo acredita que certos profissionais das gerações anteriores “têm muita resistência à mudança” e isso causa um atraso no desenvolvimento de novas técnicas. Por isso, Marcelo Sarkis diz que cabe às gerações atuais resolver esse problema – algo que o Fantástico tenta fazer atualmente. “É um programa que tem inovação na sua base. […] A redação é muito aberta para ouvir sugestões, para a gente experimentar o que está acontecendo”, explica o supervisor do programa.

Além disso, o jornalismo imersivo também serve para enfrentar um desafio contemporâneo: conquistar as novas gerações. Marcelo diz que a realidade virtual “é uma ferramenta muito legal para revitalizar [o jornalismo], para você explorar e para você trazer novos públicos”.

Entretanto, o fundamental para a inovação no jornalismo não é somente focar em uma tecnologia específica – mas sempre se manter atualizado e disposto a utilizar as novas técnicas. “A gente vai continuar produzindo bom conteúdo e a gente vai continuar entregando bom jornalismo; onde, qual a ferramenta, qual a plataforma – eu acho que é uma questão de você estar aberto para entender e se adaptar – aí você pode continuar produzindo seu conteúdo”, conta Marcelo.

estudantes de jornalismo na manhã do 4º dia da 3ª Semana de Jornalismo

O estudante de jornalismo Yuri Dinali, do 5º semestre, acredita que a palestra foi importante por trazer visões de mundo mais abrangentes a respeito do jornalismo imersivo. “É importante você ouvir as opiniões de pessoas que estão inseridas naquele contexto e que tem algo a partilhar. Isso é enriquecedor e edificante”, complementa o aluno.

Confira a cobertura em vídeo do evento.

[1] Alunos do sexto e quarto semestre do curso de Jornalismo e estagiários e monitores da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Editor de Imagens do Centro Universitário FIAM-FAAM.

[3] Alunas do oitavo e sétimo semestre do curso de Jornalismo e monitora e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[4] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s