A difícil rotina do universitário em busca de uma vida mais equilibrada

Leandro Machado [1]

Carla Tôzo [2]

 

Os estudantes universitários sabem que é muito difícil ter uma vida saudável, e ser saudável inclui muitos pontos como uma boa noite de sono, atividade física frequente e uma boa alimentação. O excesso de atividades a fazer, incluindo a preocupação para entregar tudo dentro do prazo pode ocasionar uma grande crise de estresse, prejudicando o desempenho do jovem em todas as áreas de sua vida.

Taynara Brito, 23 anos, estudante do 10º semestre de Psicologia contou como é inviável ter a prática de se alimentar três vezes ao dia e da maneira correta. “Muitas vezes, optei em comprar salgados nas lanchonetes da universidade para saciar a minha fome, pois chego em casa muito tarde e só tenho tempo para tomar banho e dormir”.

A estudante também citou algumas formas de tentar fugir de uma alimentação ruim, procurando muitas vezes preparar seu próprio alimento: “Quando eu percebia que estava exagerando na gordura, procurei trocar café ou iogurtes por sucos naturais e levar frutas para comer nos intervalos das aulas. A falta de costume pelo alimento saudável muitas vezes foi o que me impedia de praticar o ato, mas entendo como é importante para minha saúde no futuro”.

Patricia Silva, nutricionista e proprietária de cantinas em universidades – no seu dia a dia – gosta de orientar os estudantes a fazerem “escolhas mais nutritivas e dentro da realidade da população jovem brasileira, tendo pelo menos quatro boas refeições sendo: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar”. A especialista sabe que para o estudante seguir as refeições diárias é quase impossível, afinal, além dos estudos muitos trabalham ou fazem cursos. Por isso, Patricia lembra da necessidade de tomar muita água. “Não podemos esquecer da água que tem papel muito importante na nossa alimentação, uma vez que auxilia na absorção, digestão dos nutrientes, hidratação e controla a temperatura do organismo, devemos consumir pelo menos 02 litros de água por dia”.

 

 

Além da alimentação prejudicada, um fator que podemos observar que é agravado quando se tem atividade em excesso é o sono diário que é muito importante para o desenvolvimento do ser humano. O autor Luiz Alcide, psicólogo e especialista em distúrbio do sono, escreveu no artigo “Por que o sono é tão importante?” que é durante este intervalo que o corpo fortalece o sistema imunológico, libera a secreção de hormônios e consolida a memória, entre outras funções de extrema importância para o funcionamento correto do organismo. Taynara Brito também relatou que seu sono foi muito prejudicado durante esses anos, atrapalhando principalmente no seu desenvolvimento universitário: “me peguei muitas vezes dormindo na aula e perdendo conteúdos importantes para meu conhecimento. Uma vez dormi fazendo uma prova e acordei somente quando um colega me cutucou. Naquele momento percebi o quanto eu estava desanimada e cansada. Procurando alternativas em relação a essa situação, ela disse que a única forma que encontrou foi mudar de turno e estudar no período da manhã. “Não sabia o que fazer e percebi que eu precisava mudar para o período da manhã. Por sorte, eu tive facilidade em mudar meu horário no serviço e transferi meu horário na metade do segundo ano do curso. Hoje estou último semestre e meu rendimento é muito melhor e eu estou muito feliz.

A doutora Fernanda Labbate, clínica médica com especialidade em medicina familiar  explica a importância de ter pelo menos 90% do sono diário. “O corpo é como uma máquina, e dormir é o repor de energias para que tenha funcionamento integral. Não podemos subestimar uma noite de sono, não podemos trocá-la por nada, ela é essencial, é necessária”. A especialista ainda recomendou “durmam durante o almoço, no trajeto para a universidade, na volta para casa, qualquer minuto que desligar num cochilo é uma pausa restauradora para o cérebro”.

Seguindo as indicações apresentadas é possível evitar várias doenças como: obesidade, diabetes, hipertensão, dentre outras que são causadas pelos maus hábitos imperceptíveis do dia a dia.

[1] Aluno do sexto semestre do curso de Jornalismo e estagiário da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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