Violência contra a Mulher é tema de debate em escola estadual de SBC

Texto e Fotos Amanda Sprocati [1]

Carla Tôzo [2]

Na manhã do dia 28 de março de 2019, quinta-feira, aconteceu o 5º Ciclo de Atividades Mulheres J.B.B.: Violência Contra Mulher, realidade que a gente não quer!, na escola estadual João Batista Bernardes. O evento abordou a violência contra a mulher, que está em pauta, principalmente no mês de março, através de uma palestra para todos os alunos.

A advogada e rapper Jaqueline Aparecida Silva Alves Corrêa, 37 anos, contou um pouco de sua experiência pessoal e profissional no assunto, esclarecendo algumas dúvidas mais comuns sobre o tema. “Nós estamos falando de violência doméstica e familiar contra a mulher. De forma que um pai pode ser agressor da filha? Sim. O irmão da irmã? Sim. O tio da sobrinha? Sim. O avô da neta? Sim. O namorado da namorada? Sim. O ex marido? Sim. Então na verdade todas essas relações envolvem a proteção da violência doméstica e familiar contra a mulher, entendeu?”. Jaqueline explicou que é militante desde criança, pois sua mãe era vítima de violência doméstica de seu pai, e que ensina suas duas filhas gêmeas, 7 anos, a militarem também.

Ela falou bastante sobre o âmbito da violência na advocacia, mas também cantou suas músicas, depois de revelar que ficou 10 anos sem cantar por causa de seu ex marido. Jaqueline disse que se inspira em ocorrências de violência divulgados pela mídia que a chocam para escrever suas letras. Duas das músicas que ela apresentou para a escola foram inspiradas no assassinato da política Marielle Franco e no estupro coletivo de uma garota menor de idade. E apesar dos temas polêmicos, todos balançaram as cabeças no ritmo da música e não sobrou um sem bater palma ao fim das interpretações.

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Para os professores, este tipo de evento é muito importante, para que os alunos aprendam sobre estas questões e saibam discutir sobre estes assuntos que são tão relevantes. Por isso, que na escola J.B.B., a direção junto dos professores faz questão de promover palestras como esta. E a professora Nayara Alves Navarro, 44 anos, resumiu bem o sentimento do corpo docente com acontecimentos como esse. Emocionada ao final do evento, falou ao microfone, “Sinceramente, me faltam palavras para o tamanho da minha gratidão, assim estou agradecida mesmo”.

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Os alunos, criaram jogos sobre o tema em atividades propostas pela escola que ficaram expostos durante o evento. Além disso, após a finalização da palestra, eles receberam um certificado de participação, um lápis e dois livretos, distribuídos pela Defensoria Pública, com os títulos “A Mulher e os direitos das Famílias” e “Vamos falar sobre masculinidades?”.

[1] Aluna do sétimo semestre do curso de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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