Alunos e professores da FMU|FIAM-FAAM participam do III Plantio Global

A ação é um dia dedicado à conscientização mundial do meio ambiente e da árvore no ecossistema urbano

 Por Felipe Aranda [1]

Edilaine Felix [2]

São inúmeros os benefícios que as árvores promovem para a saúde e para o meio ambiente. Conscientizar a população foi o objetivo principal do III Plantio Global que os alunos do Centro Universitário FMU|FIAM-FAAM participaram no último domingo, 17/03. Os estudantes tiveram o apoio e acompanhamento das professoras e coordenadoras Rita Ribas e Fabíola Tarapanoff do Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (NEMA) do FIAM-FAAM.

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Voluntários começam a se reunir na manhã do dia 17/03, no Museu Instituto Biológico, localizado no bairro Vila Mariana da cidade de São Paulo. Crédito: Felipe Aranda.

O Plantio Global é uma ação comunitária em que organizações criadas por indivíduos comprometidos com a melhoria do meio ambiente das cidades em que vivem formam iniciativas como o Programa Permanente Ecobairro da Vila Mariana. O projeto foi criado em 2004 e permite a participação em conselhos do meio ambiente – sendo um deles o Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) – e testam as políticas públicas criadas por esses órgãos. Uma delas é localizar e concretizar a agenda dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU que permeia por todos os países.

Lara Freitas, coordenadora do Programa Permanente Ecobairro e uma das organizadoras do Plantio Global, conta que é preciso reconectar as pessoas à árvore e reconhecer todo o potencial que ela tem, além da necessidade urgente de integrá-la ao ecossistema urbano. “Aprender e reintegrar isso de uma maneira divertida, leve, é um dos principais motivadores que faz com que a gente esteja se reunindo e fazendo um dia de plantio.”

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Voluntários reunidos para acompanhar o plantio da primeira árvore de um total de 80 que foram plantadas. Nesse momento, todos recebiam orientações dos organizadores sobre como realizar o plantio da maneira correta. Crédito: Felipe Aranda.

A troca de experiências também é importante e acontece naturalmente em ações comunitárias. Como é aberto para todos, o evento reúne professores, especialistas, entusiastas e a sociedade geral para contribuir com dicas e novas ideias que fazem o plantio cada vez melhor e mais eficiente.

Escolha do local e cuidado com a manutenção

O III Plantio Global ocorreu no Museu Instituto Biológico no bairro Vila Mariana da cidade de São Paulo. Os voluntários plantaram nas avenidas Dante Pazzanese e Pedro Álvares Cabral com o intuito de continuar o “Corredor Verde de Polinizadores” que foi trabalhado nas últimas duas edições da mesma ação.

Lara conta que a escolha do local é algo desafiador, pois envolve muitos fatores como ser propícia para nutrir as espécies que serão plantadas e a proximidade de um órgão parceiro para auxiliar.

O Instituto Biológico foi o parceiro que convidou o Programa Permanente Ecobairro da Vila Mariana para desenvolver este corredor verde. “É desafiador, de uma maneira geral, conseguir plantar na cidade. Onde é que a gente consegue plantar? Na calçada? Temos um projeto piloto na Saúde (bairro) que é para a gente aprender a enxergar esses buracos e plantar em um lugar seguro para a árvore, para os seres humanos e para a infraestrutura”, explica a coordenadora.

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Voluntários preparando uma muda de Jequitibá Branco para ser plantada em um dos locais pré-marcados. Crédito: Felipe Aranda.

Os cuidados com a manutenção ficarão nas mãos da própria comunidade. Lara diz que é por esse motivo que ensinam como preparar o local e como plantar uma muda de árvore, além de compartilhar as diretrizes do projeto para que os voluntários entendam o que originou e o que se espera do trabalho que estão ali fazendo. Inicialmente, guardiões, como são chamados, realizarão os primeiros cuidados e ficarão responsáveis por mobilizar a comunidade.

Henrique Faria que faz parte do Grupo de Meio Ambiente do Instituto de Engenharia localizado no mesmo terreno que o Museu Instituto Biológico, é um dos guardiões. Mensalmente, Henrique realiza de forma voluntária a poda das árvores do Corredor Verde de Polinizadores e coloca etiquetas com frases descontraídas como “rega nóis” ou “planta nóis” para chamar a atenção de quem passa por ali.

Conscientização dos limites da natureza deve começar desde cedo

Muitos dos voluntários que estavam presentes são pais e fazem questão de levar os pequenos para terem seus primeiros contatos com a natureza e começarem a construir um posicionamento em defesa do meio ambiente.

Eduardo Jorge que foi candidato à presidência nas eleições de 2018 pelo Partido Verde, estava presente e comenta que fica entusiasmado com o aumento da importância do tema “consciência ecológica” nos últimos anos.

Ações como o Plantio Global, são sinônimos de como a humanidade evolui. Para ele, há 60 anos, um evento assim não aconteceria em nenhuma parte do mundo. “A consciência ecológica, dos limites da natureza é muito recente, da década de 60, e está evoluindo de uma forma impressionante. Um evento como esse está se repetindo em 100 países do mundo todo. ”

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Crianças se reúnem para aprenderem e plantarem mudas em um pequeno jardim na calçada do Instituto Biológico. Crédito: Felipe Aranda.

Reunir jovens em ações como o Plantio Global é algo positivo, pois permite que tenham acesso ao conhecimento científico. Eduardo Jorge relembra que muitos dos “absurdos” que a sociedade fez ao meio ambiente, além do foco no enriquecimento financeiro, aconteceram em um momento em que não existia a consciência sobre os limites da natureza. “Isso foi uma coisa pesquisada por biólogos, físicos, pesquisadores do mundo inteiro e a medida que esse conhecimento científico foi se popularizando, as coisas foram mudando.”

É preciso lembrar que a natureza não é infinita e que as ações do ser humano podem tanto acelerar o seu declínio – o que é muito mais comum – quanto preservar, para que haja sempre uma troca de favores garantindo o sustento e a vida das gerações futuras. Somos tão partes da natureza quanto as árvores.

 

[1] Aluno do quinto semestre do curso de Jornalismo e monitor da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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