Alternativas para lidar com notícias na era das fake news

Com o excesso de informação dos dias atuais, agências e aplicativos dedicados à comprovação de notícias ganham espaço e ajudam público a se localizar

Por Rafael Silveira [1]

Carla Tôzo [2]

 

O excesso de informação provenientes da internet coloca em evidência um problema muito antigo: a divulgação de notícias falsas.

Ao contrário do que se pensa, este não é um fenômeno recente. Sem precisar voltar muito no tempo, pode-se elencar dois casos. Em 1938 Orson Welles e sua famigerada adaptação de “Guerra dos Mundos” de H.G.Wells, colocaram a cidade norte-americana de Nova York em polvorosa. Já em 1951, aqui mesmo no Brasil, a rádio Jovem Pan transmitiu uma simulação de partida entre São Paulo e Milan da Itália, com suposta vitória dos italianos por 8×1. A mentira foi divulgada em outros meios antes de esclarecerem ser uma piada.

Com o uso da internet tornou mais fácil passar para frente esse tipo de notícia. Com mais acesso a informação, consequente há também mais acesso a informação falsa. Sem saber como e onde checar corretamente, o usuário leigo acaba perdido na profusão de conteúdo.

Hoje, para ajudar a conter a propagação de mentiras ou semiverdades, ganham espaço no mercado as agências de fact checking e alguns aplicativos e sites se destacam.

A agência Lupa ligada à Folha de São Paulo é pioneira no segmento e se dedica apenas a este campo jornalístico.

Também ligada à Folha mais o acréscimo do Estadão, Nexo, Exame, UOL, Veja e Nova escola, está o projeto Comprova que conta com 24 jornalistas dedicado a comprovação de fatos.

O Grupo Globo, maior conglomerado multimídia do país, é outro que possui uma iniciativa voltada ao tema. O Fato ou Fake conta com profissionais de diferentes veículos do grupo e ganhou maior visibilidade agora nas últimas eleições.

Em Pernambuco, a jornalista Alice de Souza desenvolveu um aplicativo chamado Verifc.ai (disponível atualmente para a plataforma Android), no qual o usuário copia o link da notícia e, de forma intuitiva, ele verifica sua veracidade.

 

[1] Aluno do quarto semestre do curso de Jornalismo e estagiário da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s