“Saúde é uma responsabilidade global”, diz ministro

Gilberto Occhi conversou com alunos e professores sobre o cenário e a importância do SUS

 Por Gabriel Rodrigues [1]

Edilaine Felix [2]

Na noite de quarta-feira, 7/11, o ministro da saúde, Gilberto Magalhães Occhi, esteve no Complexo Educacional FMU|FIAM-FAAM para uma palestra sobre o cenário da saúde no Brasil. Em entrevista concedida à Agência de Comunicação Integrada (AICom), ele falou da importância de implementar um sistema de acesso à saúde para todos os brasileiros, “nossa prioridade é a atenção básica preventiva nos municípios”, afirmou.

A regionalização da saúde, segundo o ministro, é a saída para melhorar esse atendimento. “Todos os municípios têm uma delegacia, uma escola, uma prefeitura, uma Câmara de Vereadores e uma Unidade de Saúde. Obrigatoriamente nessa unidade ele terá o primeiro atendimento de saúde e a prevenção.”

Ele diz ainda que outra saída viável para possibilitar acesso aos serviços de saúde nas regiões que têm apenas um clínico geral numa Unidade Básica de Saúde é a telerregulação, o sistema consiste no contato deste médico – que pode ser feita por telefone ou chamada de vídeo -, com um médico especialista que estará em uma central.

“Com a telerregulação, o médico vai relatar o que tem o paciente, vai trocar informações com o especialista da central vai dar um diagnóstico mais específico. A partir daí ele encaminha para um especialista, para um exame, ou poderá medicar o paciente corretamente”, esclarece.

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Cláudio Marcelo Brunoro (esq.), o ministro da saúde Gilberto  Occhi (ao centro) e o reitor Manuel Nabais da Furriela (dir.)  (crédito: Gabriel Rodrigues)

Para ele a solução não é colocar médico ou equipamentos em todos os municípios, “essa estrutura não se sustenta, como não se sustenta uma agência bancária em um município de 5 mil habitantes, com todos os custos com segurança, pessoal, tecnologia, por isso o banco não vai, não paga a estrutura que está ali”, explica.

“A solução, na nossa avaliação, é a regionalização, o avanço na telerregulação e da informatização da saúde para que o cidadão possa ir a qualquer posto, uma unidade básica de saúde, ao hospital, ao pronto socorro e encontre informações sobre seu prontuário médico. Estamos avançando, mas precisamos avançar cada vez mais.”

O ministro destaca que a melhoria depende não só do Ministério da Saúde, não só da unidade de saúde municipal, do hospital, mas também da educação e da consciência do cidadão. “Não é possível que um pai não levar o filho para vacinar. Saúde é uma responsabilidade global. A gente acha que não vai ter a doença, que a doença não existe, mas quando ela chega do nosso lado a gente se desespera.”

SUS

O tema abordado durante a conversa com alunos e professores foram os 30 anos do Sistema Único de Saúde, o SUS, que atende mais de 70% da população brasileira – em média 160 milhões de pessoas – que usam unicamente o sistema. No entanto, esse total pode chegar a 207 milhões que utilizam o sistema de maneira direta ou indireta.

O sedentarismo é uma das preocupações do Ministério da Saúde e foi assunto destacado na palestra. Segundo Occhi 46% dos brasileiros não praticam nenhum tipo de atividade física, que resulta em 54% da população acima do peso ideal e 18,9% em caso de obesidade. Um fator importante para solucionar o problema são os rótulos dos alimentos. O ministro defende que as informações devem ser ditas da forma correta, para que ao comprar e consumir, o indivíduo saiba do que se trata e tenha plena consciência do que está ingerindo.

Estavam presentes na palestra o reitor do Complexo Educacional  FMU|FIAM-FAAM, Manuel Nabais da Furriela e o diretor acadêmico de Engenharia, Arquitetura e Tecnologia, Cláudio Marcelo Brunoro. “A FMU traz com frequência autoridades das mais variadas para que os alunos tenham acesso a palestras de qualidade e também acesso às autoridades do Brasil”, enfatizou o reitor.

 

[1] Aluno do segundo semestre de Jornalismo e estagiáriaoda Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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