Adolescente de 13 anos cria algoritmo capaz de ajudar no tratamento do câncer de pâncreas

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Após vencer o “Desafio do Cientista” promovido pelo Discovery Education 3M, Rishab Jain recebeu o prêmio de US$ 25 mil

Por Bruna Santos [1]

Edilaine Felix [2]

O adolescente de 13 anos Rishab Rain, de Porteland, Oregon, Estados Unidos, recebeu US$ 24 mil (equivalente a R$ 91 mil) após vencer o “Desafio do Cientista” feito pelo Discovery Education 3M.

O que garantiu a vitória foi a criação de um algoritmo capaz de programar as máquinas usadas por médicos para matar apenas células cancerosas no pâncreas, já que o tratamento feita atualmente não é preciso e, muitas vezes, acaba matando também células saudáveis.

Segundo a revista Time, o algoritmo criado pelo Rain torna possível diminuir os problemas causados pela morte de células saudáveis em pacientes com câncer de pâncreas.

Na entrevista à revista dos Estados Unidos, o garoto conta que se interessou pelo assunto após uma viagem a Boston e a morte de um amigo da família por câncer no pâncreas “Em Boston eu aprendi sobre a baixa taxa de sobrevivência e sobre como essa doença é mortal”, disse. “Eu também estou estudando programação, estava aprendendo sobre inteligência artificial. Decidi combinar as duas áreas tentando resolver um problema do mundo real”.

Sobre o câncer de pâncreas

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo com a função de produzir enzimas que atuam na digestão dos alimentos, e da insulina, que é o hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose no sangue.

O câncer de pâncreas é raro em pessoas com menos de 30 anos, mas pode acontecer. O risco se torna maior a partir dos 50. Na maioria dos casos, não é possível determinar a causa da doença, porém, o fator de risco mais importante é o cigarro.

Existem vários tipos. Os mais comuns são o adenocarcinoma (relacionado ao tabagismo) e os tumores das células das ilhotas pancreáticas.

Sintomas

Os sintomas demoram a aparecer, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento rápido, e, infelizmente, quando detectada a doença já pode estar em estágio avançado.

Os mais comuns são: dor abdominal leve ou forte que se irradia pelas costas, icterícia, perda do apetite ou de peso, cansaço, anemia, e diabetes tipo 2.

 Tratamento

O tratamento pode ser uma cirurgia para a retirada completa do tumor, sempre que possível, ou a colocação de endopróteses, além da quimioterapia associada ou não à radioterapia.

Taxa de mortalidade

O câncer de pâncreas tem uma taxa de mortalidade altíssima. Pela dificuldade de diagnosticar devido a demora de aparição dos sintomas (que não são tão específicos e podem ser confundidos com outras doenças), o tratamento geralmente começa tarde.

Dos pacientes que contraem a doença, aproximadamente 75% não resistem ao primeiro ano de tratamento. Para aqueles que sobrevivem mais de 5 anos, a taxa de mortalidade sobe para 94%.

 

[1] Aluna do quarto semestre de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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