#Curiosidades: Centenário de Rita Hayworth

Cem anos atrás nascia a atriz que se tornaria uma lenda no cinema

Por Gabriela Cristina [1]

Edilaine Felix [2]

Em 17 de outubro de 1918, nascia Margarita Carmen Cansino, na cidade de Nova York. A estrela de cinema que se tornaria conhecida na década de 1940 pela personagem Gilda, do filme de mesmo nome.

Filha do dançarino espanhol Eduardo Cansino e da também dançarina e atriz norte-americana Volga Hayworth, Rita  escolheu o sobrenome de solteira de sua mãe como seu nome artístico e foi, em sua adolescência, submetida a rigorosos treinos de dança para se tornar uma excelente dançarina.

Ainda em sua adolescência, ela chamou atenção de um dos produtores da Fox e estreou no cinema no filme Sob o Luar dos Pampas em 1935.

Além de Gilda

Considerado um divisor de águas na carreira de Rita, o filme foi o primeiro papel dramático vivido pela atriz no cinema e responsável por caracterizá-la como uma mulher fatal. Entretanto, a atriz também interpretou outros papeis, já que, em sua carreira, ela participou de cerca de 60 filmes (sem contar os que ela aparecia como bailarina).

Dentre os filmes de maior sucesso, estão “A Dama de Shangai” (1948), “O Mundo do Circo” (1964), “O Sétimo Mandamento” (1962), “Salomé” (1953), “Uma Viúva em Trinidad” (1952), “Os Amores de Carmen” (1948), “Quando os Deuses Amam” (1947), “Minha Namorada Favorita” (1942), “Sangue e Areia” (1941) e “O Protegido de Papai” (1940).

Vida pessoal

A atriz foi casada por cinco vezes: a primeira foi com Edward C. Jodson (1937- 1942), a segunda com o cineasta Orson Welles (1943-1948), a terceira com o príncipe Aly Khan (1949-1953), a quarta com o cantor Dick Haymes (1953-1955) e a última com James Hill (1958-1961).

Transformações

Para entrar em Hollywood, a atriz, além de mudar seu nome artístico, também se submeteu a uma dolorosa eletrólise para aumentar a testa. Rita também mudou a cor do castanho para o ruivo, assim se transformou em uma das mulheres mais desejadas da sétima arte.

Morte

No fim dos anos 1960, começaram a surgir boatos de um comportamento errático e bêbado de Rita. Já no início dos anos 1970, ela tentou fazer carreira na Broadway, mas não conseguiu por conta do Alzheimer, que a impedia de decorar as falas. Em 14 de maio de 1987, com 68 anos, Rita morreu por conta da doença na casa de sua filha Yasmin (do casamento com Aly Khan), em Nova York.

Homenagens e referências

A atriz foi homenageada e referenciada diversas vezes, tanto no mundo do cinema como em outras áreas. De acordo com o jornal The New York Times, uma referência a personagem Gilda foi feita quando cientistas no atol de Bikini batizaram com o nome de Gilda uma bomba atômica.

No mundo do cinema, Rita também se tornou uma referência cultural, sendo citada por Julia Roberts em Nothing Hill (1999). A atriz também foi homenageada pelo diretor David Lynch em sua obra Mulholland Drive (2001), com um cartaz do filme Gilda.

 

 

[1] Aluna do quarto semestre de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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