Prática mental e corporal chinesa é tema de exposição na FMU

Prática de Falun DaFa começou na década de 1990 e persiste, mesmo sendo perseguida na China

Textos e fotos: Bianca Matz [1]

Edilaine Felix [2]

A VII Semana de História, Geografia e Ciências Sociais, que ocorreu de 24 a 28 de setembro,  além de palestras que abordaram os desafios e perspectivas das Ciências Humanas, apresentou durante os cinco dias de evento a exposição internacional de arte Verdade, Benevolência e Tolerância, uma manifestação de 18 artistas diferentes sobre perseguição da prática Falun DaFa.

O Falun DaFa é uma atividade que envolve o corpo e a mente. Ao todo, são cinco exercícios, em que um deles é a meditação. Os outros quatro, conhecidos por uma prática Qigong ou Chi Kung, são baseados em um cultivo de energia vital, conhecida também como QI pelos orientais.

Hoje, esse procedimento é executado por mais de 100 milhões de pessoas em 80 países, porém não há registros oficiais, por conta da perseguição. A Falun DaFa não é considerada um culto ou religião, como vemos no Budismo ou Taoísmo, porém possui o mesmo objetivo do que essas religiões, que é buscar a iluminação espiritual.

O Governo Comunista Chinês reconheceu a popularidade da prática e resolveram barrar, alegando exagero. Em 1999, na cidade de Tianjin, no nordeste da China, policiais detiveram praticantes da atividade em plena luz do dia.

A exposição

As obras expostas durante a Semana de História, Geografia e Ciências Sociais da FMU apresentam temas fortes e de alta sensibilidade. O objetivo da exposição é mostrar ao público situações em que os artistas viveram, sobre a realidade chinesa, em que as pessoas foram seguidas pelas suas crenças.

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Em Por quê? (為什麼), de 2004; o pintor Weixing Wang mostra uma criança suja de sangue junto com um corpo caído em uma cela da cadeia, aparentemente sua mãe.

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Obra Uma Orfã em Seu Pesar (孤兒淚), 2006, de Xiqiang Dong.

Abaixo é possível conferir algumas outras obras da exposição. Como Extração Ilegal de Órgãos Humanos (活摘器官的罪惡), de 2007; na qual há um homem ensanguentado, enquanto o cirurgião arranca-lhe o coração com a ajuda de outros homens fardados, que o seguram.

Em contrapartida, na obra Em Harmonia (天人合一), de 2004; do pintor Xiaoping Chen, vemos cores pastéis, muita luz e paz, que é exatamente o que os exercícios de Falun DaFa trazem ao ser humano. É retratado a meditação, em frente ao mar, com anjos acima da sua cabeça, como forma de chegar ao divino.

E por último, o pedido de clemência de uma menina em Nova Iorque com um cartaz escrito “mortos pela sua crença”, uma forma de dizer que a Falun DaFa não tem nada de errado. A obra Chamado Inocente (純真的呼喚), criada por Xiaoping Chen também, de 2005 é um ponto de esperança.

 

Todas as pinturas do acervo acompanham as informações do quadro, uma breve explicação para compreensão, em português e chinês.

 

[1] Aluna do quarto semestre de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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