VII Semana de História, Geografia e Ciências Sociais debate os desafios e perspectivas das Ciências Humanas

O muralismo boliviano foi o tema de abertura do evento 

Texto Bianca Matz [1]

Vídeo Ana Luiza Antunes [2]

Edilaine Felix [3]

Alunos e professores lotaram o auditório da FMU na manhã da segunda-feira, dia 24, para conferir a palestra de abertura da VII Semana de História, Geografia e Ciências Sociais, que tem como objetivo debater os desafios e perspectivas das Ciências Humanas. O tema da palestra, ministrada pela professora Daniela Dionizio, foi  Muralismo boliviano: luta e resistência na pintura de Miguel Alandia Pantoja.

O coordenador do curso de História Alexandre Claro, reconhece que o tema não é conhecido pelo público e pelos próprios estudantes do curso, mas ressalta que é importante discutir “para vermos outras vozes e interpretações, um paralelo da sociedade brasileira com a boliviana”.  Ele enfatiza a relevância das artes na vida das pessoas: “humanização á a palavra-chave, a pessoa deixa de ser bruta”.

Daniela falou do muralismo mexicano, tema desenvolvido para a sua tese de mestrado, e destaca que seus estudos foram a partir dos mineiros, campesinos e do movimento de mulheres bolivianas.

“A arte é uma expressão criada a partir do amor e da paixão”, disse Daniela, após refletir a importância de existir artistas que falam sobre uma crítica social presente na Bolívia. “É muito importante para reconhecermos a história da Bolívia, os próprios grafiteiros fazem isso ainda, eles são reconhecidos por lá como muralistas”, completa.

Segundo Daniela, os monólitos presentes em La Paz, na capital boliviana, como Pacha Mama, sobre a entidade Mãe Terra, que são depredados. Um deles foi achado com cerca de 17 tiros, pois a própria população é contra e não reconhece o movimento indígena. A arquitetura presente no país é voltada à forma quadrada, com o intuito de resgatar essas raízes da cultura indígena, como as estações de teleférico.

História e Arte

Durante a palestra, Daniela dá ênfase a tela La Revolución, de 1960, um mural que dialoga com o público sobre revolução nacional que aconteceu na Bolívia em 1952. Vários elementos são importantes como a paleta de cores, que segue uma identidade e um padrão: marrom, ocre, vermelho, azul e branco. Cada tonalidade é feita de uma tinta manipulada com materiais presentes na Bolívia. A palestrante apresenta a obra e destaca os elementos pintados nela que contam a história da revolução.

O estudante Maick Leal, do 2º semestre do curso de História, destaca a importância da discussão trazida a partir do muralismo boliviano.  “É engraçado, porque somos da América Latina e, mesmo assim, temos uma visão estereotipada da Bolívia”, e ressalta sobre o conteúdo em sala de aula: “É muito triste, pois quando estudamos, a Europa é vista do começo ao fim, agora a América Latina, sempre é mais escassa”, completa.

E na visão de Otávio Antônio, do 2º semestre do curso de História, comenta sobre os inúmeros detalhes presentes em uma única obra “É impressionante como em uma tela de 20 metros, ele consegue contar uma história tão profunda e sofrida”.

Confira a cobertura completa do evento: 

 

[1 e 2] Aluna do quarto semestre de Jornalismo e estagiário da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

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