#Curiosidades: 10 itens do acervo no Museu Nacional

O local tinha aproximadamente 20 milhões de peças e ainda não se sabe quais foram perdidas com o incêndio

 

Por Gabriela Cristina [1]

Edilaine Felix [2]

Na noite do último domingo, dia 2 de setembro, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro. O local contava com um acervo de aproximadamente 20 milhões de itens e ainda não se sabe quais foram perdidos.

O museu foi fundado em 6 de agosto de 1818 pelo Rei Dom João VI com o objetivo de atender aos interesses de promoção do progresso, tanto cultural, como econômico, do Brasil. Em 1946, o local foi incorporado a estrutura acadêmica da atual UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) – antiga Universidade do Brasil –  e se tornou a instituição científica mais antiga do País.

O museu tem perfil acadêmico e científico e contava com itens de várias áreas da ciência, como Antropologia Biológica, Arqueologia, Etnologia, Geologia, Paleontologia e Zoologia. Suas exposições foram divididas em seções, que vão desde a Evolução da Vida até Etnologia Indígena Brasileira. Além disso, o local foi visitado por personalidades como Albert Einstein, Madame Curie, Santos Dumont, Lévi-Strauss e Juscelino Kubitchek.

Algumas singularidades da instituição era o maior meteorito já encontrado no Brasil, uma exposição de insetos e uma preguiça gigante. Por isso, a equipe da AICom fez uma lista com os 10 itens mais curiosos e interessantes que estavam no local. Ainda não se sabe quanto deste acervo foi salvo.

2.Sala do trono de Dom Pedro II

Era um dos destaques do Museu Nacional, já que, durante o período de Proclamação da República o local foi a residência da família imperial. Nas paredes da sala, havia pinturas de deuses da mitologia grega que foram realizadas pelo artista italiano Mario Bragaldi (1809-1873).

Além disso, nela estavam guardados um dos tronos usados por Dom Pedro II e alguns móveis para exposição.

2.Luzia

Entre os itens estava também o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil que foi descoberto em 1974 pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, em Minas Gerais e que recebeu o nome de Luzia.

De acordo com arqueólogos, o fóssil seria de uma mulher que viveu no Brasil há mais de 11 mil anos, o que foi uma grande descoberta já que, além de ser considerado o fóssil mais antigo de um ser humano nas Américas, o crânio também foi considerado mais largo do que o das populações que viviam em regiões asiáticas.

Ainda não há informações se o crânio de Luzia foi destruído no incêndio, mas, de acordo com o Portal de notícias G1, uma reconstrução do artefato está guardada na USP (Universidade de São Paulo).

3.Meteorito Bendegó

O meteorito foi encontrado no Monte Santo, localizado no sertão da Bahia, por Joaquim de Motta Botelho. A peça tem mais de 5 toneladas e é o maior meteorito já encontrado no Brasil. Além disso, essa era uma das poucas peças do museu que as pessoas podiam tocar.

4.Coleção de insetos

A coleção de insetos do Departamento de Entomologia do Museu Nacional tem mais de 5 milhões de insetos. Ela é composta principalmente de fauna neotropical. Parte dos insetos são conservados em álcool etílico, mas grande parte é conservada a seco. Algumas das raridades encontradas são os besouros de cores metálicas.

5.Preguiça gigante e tigre dente-de-sabre

A preguiça gigante e o tigre dente-de-sabre são animais que compõem a megafauna. O esqueleto de uma preguiça gigante que viveu há mais de 12 mil anos em várias regiões do Brasil sempre foi um dos itens que mais atraía o público. Além do esqueleto da preguiça de aproximadamente 3 toneladas, o local também traz réplicas do tigre dente-de-sabre que era um dos animais mais ferozes da época.

6.Múmias egípcias

No Museu há também uma coleção de aproximadamente 700 peças de arqueologia egípcia, incluindo o sarcófago da cantora-sacerdotisa Sha-Amun-Em-Su, que foi um presente dado a Dom Pedro II. Durante sua vida, ela cantava no templo dedicado ao Deus Amon, em Karnak, nos arredores de Tebas (atual Luxor), no sul do Egito. Ela teria morrido com aproximadamente 50 anos, por volta de 750 a.C.

Havia também um gato mumificado no museu, que datava do século I a. C.  e foi encontrado no Egito. Isso mostra a importância dos animais para os egípcios, que, além de mumificar seres humanos após a morte, também mumificavam animais. No antigo Egito, as múmias dos gatos eram oferecidas à deusa gata Bastet. Essa crença foi o que provocou o surgimento da indústria de mumificação dos animais.

7.Sala de dinossauros

A sala , que foi reaberta em julho deste ano, contava com vários esqueletos de dinossauros, dentre eles, o maior dinossauro já montado no Brasil, o tiranossauro Maxakalisaurus topai, que teria vivido em Minas Gerais e foi encontrado na região em 1998 no município de Prata. É o maior objeto do museu.

8.Paleoarte

No Museu Nacional havia também uma sala dedicada a mostrar aos visitantes como são realizadas as reconstituições de dinossauros, a chamada sala da Paleoarte.

9.Peças de Pompeia

Na cidade italiana de Pompeia, em 79 d.C., ocorreu uma tragédia que terminou na erupção do vulcão Vesúvio e dizimação da cidade e de seu povo.

O museu guarda diversas peças da cidade, como afrescos e objetos, já que a esposa de Dom Pedro II, Teresa Cristina, gostava de arqueologia e guardava esses itens. Ambos chegaram a financiar escavações e participar de visitas a antiga cidade.

10.Artefatos de civilizações ameríndias

O museu também contava com artefatos de cultura indígena, com aproximadamente 1.800 itens de civilizações ameríndias do período pré-colombiano. De acordo com a historiadora Heloísa Bertol Domingues, em entrevista a BBC News Brasil, na época da inauguração do museu, Dom Pedro I escreveu que o objetivo da instituição era “propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Reino do Brasil”.

 

[1] Aluna do quarto semestre de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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