Grupo oferece acolhimento e orientação para o desenvolvimento acadêmico

Núcleo de Apoio Psicopedagógico da FMU auxilia estudantes com necessidades especiais. Depressão e ansiedade são os casos mais comuns tratados pelo programa

 

Por Ana Carolina Carvalho e Hyago Bertanha [1]

Edilaine Felix [2]

A depressão é a principal causa de problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015. Ainda segundo a OMS, nas Américas, cerca de 50 milhões de pessoas viviam com depressão em 2015, ou seja, cerca de 5% da população.

De acordo com a OMS, a depressão é um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza persistente e uma perda de interesse por atividades que as pessoas normalmente gostam, acompanhadas por uma incapacidade de realizar atividades diárias por 14 dias ou mais.

Além disso, as pessoas com depressão normalmente apresentam vários dos seguintes sintomas: perda de energia; alterações no apetite; dormir mais ou menos do que se está acostumado; ansiedade; concentração reduzida; indecisão; inquietação; sentimentos de inutilidade, culpa ou desesperança; e pensamentos de autolesão. A depressão também é um fator de risco importante para o suicídio, que acaba com centenas de milhares de vidas a cada ano.

Para auxiliar alunos a identificar sintomas e buscar atendimento adequado, o Complexo Educacional FMU tem o NAP (Núcleo de Apoio Psicopedagógico), que tem o objetivo de apoiar os estudantes com deficiências e necessidades educacionais diversas no processo de aprendizagem, por meio do acolhimento e de orientações, visando seu desenvolvimento e progresso acadêmico.

Os casos mais comuns tratados pelo programa são depressão e ansiedade. A professora do curso de psicologia e coordenadora do NAP, Cintia Nazare Madeira Sanches, informa que o aluno que procura o núcleo recebe uma avaliação psiquiátrica e, se necessário, ele é encaminhado para atendimento na clínica escola de psicologia da FMU.

Ela ressalta que o acompanhamento psicológico e psiquiátrico é indispensável para o controle dos sintomas da doença e que a equipe do NAP não tem contato direto com o aluno em sala de aula, porém realiza todo o apoio necessário.

Apoio

O núcleo presta apoio para jovens como o aluno de comunicação Lucas Álvaro, de 20 anos, que tem sintomas de depressão. “Sentia uma tristeza profunda e repentina que atacava de forma aleatória. Acontecia bastante na parte da noite, quando todos estavam dormindo e eu não conseguia, e em diversas vezes eu chorava sem um motivo concreto. Depois vinha a queda de produtividade, não ter mais vontade de fazer as coisas que eu gostava. E isso acontece até o momento em que vira rotina e você acostuma”, diz.

Depois de muito lutar e de não querer encarar o seu problema, uma conversa fez com que Lucas entendesse que isso poderia acontecer com qualquer pessoa e buscasse ajuda psicóloga e um tratamento. Hoje ele reconhece que a orientação profissional é o melhor caminho para curar a depressão.

 

[1] Alunos do terceiro semestre de Jornalismo e estagiários da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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