O fantasma da maioridade

Completar 18 anos é como um símbolo da transição para a vida adulta, diz o psicólogo Fernando Arantes

Por Bianca Areas [1]

Edilaine Felix [2]

 

Muitos jovens saem da casa dos pais com o coração cheio de esperança e muita vontade de tomar rédeas de suas vidas. Deixam de ter comida na mão, roupa lavada e as contas automaticamente pagas, tudo isso para ir em busca de sua identidade e de seu objetivo profissional. Alguns ainda precisam da ajuda dos pais para se manter fora de casa outros já conquistaram completamente a sua independência.

Flavia Adria, 22 anos, deixou Guarapuava, Paraná, para morar em São Paulo e seguir a  carreira como modelo.”Eu quis sair da minha cidade para tentar uma vida melhor em São Paulo e realizar meu sonho de viajar. Aqui aprendi várias coisas como cuidar da casa, pagar contar e ser mai responsável”, diz.

A jovem saiu de casa com 18 anos, cheia  de esperança e vontade de conhecer o novo. No entanto, o que era só alegria para Flávia não foi nada fácil para sua mãe Maria Lizete  Scvartz. “Foi muito difícil entender. Ela saiu com a cara e a coragem, e sem muito dinheiro, mas o que me tranquilizava era saber a base que dei para ela em casa.”

Muitos pais acham que 18 anos ainda é cedo para liberar o filho a mergulhar nessa nova fase e morar sozinho. Para o psicólogo Flávio Arantes, não existe uma idade indicada para que um jovem saia da casa dos pais, mas ele destaca que o jovem  precisar sentir-se preparado para assumir tais responsabilidades.

Morar sozinho é assumir novas responsabilidades. (Crédito: Pixabay – imagens grátis)

“A partir do momento que ele cresce, a função dos pais deixa de ser de cuidadores para orientadores. Durantes essa fase de transição, quem nem sempre é fácil para ambos, é importante que as relações e decisões sejam negociadas. A independência deve ser conquistada e experimentada aos poucos, diz o psicólogo.

Maria Lizete diz que queria  que a filha continuasse morando com ela, mas que entendia o sacrifício que deveria ser feito pela carreira.”Em Guarapuava a
profissão dela não teria futuro, precisaria ir para uma grande cidade, então eu dei total apoio.”

Debóra Bertassini, 24 anos, também saiu de casa ao 18 anos, e voltou a morar com os pais, afirma que ter morado sozinha foi a melhor coisa que fez da vida, e que foi somente nessa época que  realmente deu valor à família. “Hoje eu voltei a morar com meus pais. No começo foi muito difícil, pois criamos hábitos e precisamos nos readaptar, mas o amor faz amolecer o coração e passamos a dar valor a cada momento.”

Completar 18 anos se tornou um símbolo da transição para a vida adulta, não só pela maioridade, mas também porque essa é a época de prestar vestibular para entrar na faculdade – o momento de escolher uma profissão que seguiremos para o resto da vida. “Um novo mundo se abre ao jovem nessa fase da vida, e ao mesmo tempo que ele se sente livre, também pode se sentir muito confuso, diz o psicólogo Flávio Arantes.

 

[1] Aluna do terceiro semestre de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

 

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