Mercado de games no audiovisual não está para brincadeira

Noite de quinta-feira da II Semana de Rádio, TV e Vídeo, Produção Audiovisual e Produção Multimídia falou de uma outra paixão dos brasileiros: os jogos 

Por Gabriela Cristina [1]

Edilaine Felix [2]

Alunos dos cursos de Rádio, TV e Vídeo, Produção Audiovisual e Produção Multimídia e todos os apaixonados por jogos estiveram na noite de quinta-feira para assistir a mesa que discutiu o mercado de games no audiovisual . O bate-papo contou com a participação do presidente da AciGames, Moacyr Alves Junior, do crítico de games do site Player 2, Rodrigo Folter,  e do compositor e sound designer de jogos e desenvolvedor do Game Audio Academy, Thiago Adamo.

Na conversa foram debatidas questões como o público consumidor e a falta de mão de obra qualificada para atuar na área de games. De acordo com Alves Junior, o que faz com que as pessoas desejem trabalhar com jogos é a paixão por eles: “o motivo começa com a paixão e termina com a necessidade”.

Os palestrantes também falaram sobre suas trajetórias, dando dicas para quem deseja fazer dos jogos uma carreira. Além disso, o fato de muitas pessoas não valorizarem o áudio nesse setor também foi abordado junto com a importância da criação das trilhas sonoras para os games.

Adamo falou sobre os desafios da carreira, tanto para quem deseja trabalhar na criação e produção de áudio para games, como para quem sonha com outros tipos de função nessa área. “Um grande desafio para trabalhar com games é que ainda é um mercado iniciante no Brasil, não é tão simples quanto outras áreas. É preciso aprender a ser freelancer, valorizar o trabalho, fazer com que pessoas vejam o que você faz.”

Já Folter falou para o jovem que deseja atuar na área de crítica de games: “Hoje o mercado de jornalismo em games tem algumas vagas. O curso de jornalismo é necessário, mas também é preciso ter uma boa escrita, pensar de maneira diferente e tomar cuidado na hora de criticar”.

Além disso, ele também falou sobre o fato de que o YouTube poder ajudar na crítica de games, mas, ao mesmo tempo também pode atrapalhar: “O fato de que qualquer pessoa pode fazer críticas atrapalha um pouco. Muitos críticos receberem uma parte do material antes dele sair oficialmente faz com que a crítica sobre o jogo seja comprometida.”

 

[1] Aluna do terceiro semestre de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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