‘’Se você tiver um bom conteúdo, você não precisa ter muito dinheiro para chegar nas pessoas’’

O auditório Nelson Carneiro recebeu experts em mídias digitais para um bate papo na manhã desta quinta

Por Renan Ferreira [1]

Carla Tôzo [2]

 

A jornalista Nathalia Arcuri, o editor chefe do porta Kondzilla Renato Martins e o gerente de marketing da DRC treinamentos Béko Ferreira foram recebidos no auditório Nelson Carneiro na manhã desta quinta-feira (26) na semana de Rádio, Tv e Vídeo, Produção Audiovisual e Produção Multimídia no FIAMFAAM Centro Universitário. Mediada pelo professor Bruno Casalotti, a mesa foi ouvida por uma turma interessada em aprender mais sobre plataformas online e softwares.

“A internet criou dois pontos muito importantes: a democratização de informação e a preguiça na leitura, porque hoje as pessoas querem ver vídeo. O Google entende que se você tem vídeo, você é mais importante. Ele te entrega mais. O vídeo está num nível que, talvez, nem quem tá fazendo vídeo ainda entendeu. E tem muita demanda de emprego nessa área que ainda não foi preenchida.” afirmou Beko Ferreira ressaltando a importância do vídeo para dar credibilidade ao conteúdo oferecido nas redes.

Ele ainda completou com uma dica para os universitários: “Em 10 anos uma empresa que não tiver um canal no YouTube está fadada ao fracasso. E digo mais! Não é ter somente um canal no YouTube. As empresas vão ter departamentos internos ou vão contratar agências porque não existe profissionais suficientes para isso no mercado. Pra vocês que estão na faculdade, montem a sua própria empresa, trabalhem pra vocês mesmo e gerem um conteúdo num bom nível de qualidade. Hoje a briga é por excelência, você precisa ter um conteúdo muito bom.”

Falando com quem faz e acontece no vídeo

Curtidas, Compartilhamentos e visualizações são a chave para o sucesso na internet  que começou tímida e acabou virando um lugar de gente que trabalha com números astronômicos nas redes.

Nathalia Arcuri, idealizadora do canal Me poupe no YouTube, foi direta ao falar sobre a facilidade das plataformas online na divulgação de bons conteúdos: “O bacana de se trabalhar com mídia digital, YouTube, Facebook e Instagram, é que eles acabam relacionando aquilo que você procura com o conteúdo de valor dentro das plataformas. Porque se você tiver um bom conteúdo e souber usar os algoritmos, você não precisa ter muito dinheiro para chegar nas pessoas. Até hoje eu não tive que comprar nenhum centavo de mídia paga para aumentar o número de inscritos do meu canal”, disse.

E o número de inscritos do canal de Arcuri realmente aumentou. Em novembro do ano passado a moça simpática que fala sobre finanças de uma forma simples e descomplicada atingiu seu primeiro milhão de inscritos. Hoje esse número já passou a marca de 1,6 milhões e a jornalista sonha ainda mais alto: “A minha primeira meta foi um milhão de inscritos. A gente não chegou a esse primeiro milhão por acaso. A meta esse ano é chegar a 3 milhões de inscritos. Eu vou ter que fazer em 8 meses o que eu fiz em 3 anos. Eu sei que é uma meta alta, mas ainda que eu não chegue, eu sei que eu e minha equipe fizemos o possível para que a gente alcançasse essa meta.”

Outro case de sucesso é o Kondzilla. A representatividade da periferia nos conteúdos da produtora está ligado ao sucesso do canal, que hoje soma mais de 30 milhões de inscritos e colhe os frutos de ser o maior do YouTube brasileiro: “O Konrad Dantas, que é o Kondzilla, sentiu a necessidade de se comunicar com a juventude periférica porque ele era da periferia do Guarujá. E não tinha um canal que falasse com a periferia sobre coisas de interesse da periferia. Ele soube atender à necessidade desse público. E dessa forma ele criou uma linguagem própria da Kondzilla e conseguiu fazer todo esse sucesso.”, afirma Renato Martins editor chefe do portal Kondzilla.
Dica valiosa

Nathalia falou também sobre a importância de se permitir errar para encontrar o seu próprio caminho: “Eu te desafio a fazer um vídeo ruim. Porque o meu primeiro vídeo era ruim. Assim como a minha primeira reportagem foi péssima, o meu primeiro dia no estágio foi um terror. Mas permita-se errar, aprenda com esses erros e saiba exatamente aonde você quer chegar.”

 

[1] Aluno do sexto semestre de Jornalismo e monitor da Agência Integrada de Comunicação (AICom)

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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