Semana de Rádio e TV discute Práticas Periféricas no ramo Audiovisual

em

[1] Rita Moura

[2] Nadini Lopes

Na terça-feira (24), a temática das práticas periféricas audiovisuais norteou a manhã do ciclo de debates no 2º dia da Semana de Rádio e TV.

A visão periférica dentro das produções audiovisuais traz um conceito de inversão narrativa”, a partir de um cenário que, muitas vezes, não é mostrado na grande mídia.

Na última década esse tipo de visão mostrou que a sua voz era maior do que poderia imaginar. Ela foi capaz de transformar e re-significar o olhar de quem não enxergava além das entrelinhas. Ela deu voz à periferia.

Gelson Santana, professor da rede Laureate, contou que antes mesmo de ser periférica, essa produção começou suburbana. “Ela só se tornou o que se diz periférica no final dos anos 90. Comercialmente, a periferia é nada mais, nada menos do que estar fora do centro, que no caso é a Europa e os EUA”, disse.

Mas isso não significa que todo o outro trabalho não tenha o seu devido valor. “Todos os tipos de produções merecem ser valorizadas e vistas. A periferia não muda o rumo do audiovisual, mas cria novas possibilidades de visão de mundo”, acrescentou.

Anderson Novais é educador de multimeios na Fábrica de Cultura. Lá ele exerce um trabalho de educomunicação, aonde ele insere a primeira infância, o jovem e o adolescente num cenário de criação. “Nós utilizamos do recurso audiovisual como um pretexto para educa-los. Nosso objetivo é mostrar que a periferia também tem voz, que eles têm a oportunidade de evoluir profissionalmente”, ressaltou.

Ele contou que, por meio de todo o trabalho, existe uma apreensão em suprir e manter aquilo que lhes é ensinado dentro da oficina. “São dois meses de debates e rodas de conversas até eles iniciarem o trabalho de produção. Muitos deles querem ser youtubers. A nossa missão é de mostrar o que é a fama em si e conscientizá-los que ela, por si própria, não é nada. Vale mais ter caráter e força de vontade”, disse.

Novais acredita que a criatividade é a chave para o sucesso. “Nós ensinamos a eles que ser criativo é sinônimo de partir de um ponto existente e criar uma nova possibilidade para esse produto”, finaliza.

Lilian Solá, diretora e produtora do Festival de Salto evidencia a importância do indivíduo em manter as suas características no ambiente profissional. “O mercado precisa de todos os profissionais. Todos nós somos periferia, desde Fernando Meirelles até José Padilha. A produção audiovisual precisa de criadores, produtores e diretores de arte que sejam diferentes. Que sejam gente como a gente”, afirmou.

[1] Rita Moura é aluna do sexto semestre de Jornalismo e atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora da instituição e atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s