Grêmio estudantil busca espaço mais plural nas instituições

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FIAM-FAAM – Centro Universitário está em processo de eleição para nova diretoria de DCE

Por Natalia Macedo [1]

Edilaine Felix [2]

O Grêmio estudantil é um órgão acadêmico voltado para discussões sobre o ambiente escolar. Aberto para debater desde problemas técnicos da instituição, busca também organizar e informar os alunos das instituições de ensino sobre eventos culturais e sociais que auxiliem no crescimento educacional, profissional e pessoal.

De acordo com uma enquete feita com 10 estudantes do FMU|FIAM-FAAM – Centro Universitário, que está em processo de eleição para nova diretoria de DCE, 30% dos alunos têm interesse em participar das atividades na faculdade, já 70% deles não sabem opinar sobre o Grêmio, pois não conheciam, nem tiveram contato.

Os Grêmios estiveram presentes em diversas mudanças políticas do país e passaram por muitas censuras, porém em 1985 com a lei do grêmio livre, sancionada pelo Deputado Federal Aldo Arantes (PMDB – 1982), os alunos que participavam dos órgãos puderam ter liberdade para se reunir e expressar ideias e pensamentos políticos sem medo da repressão.

Com algumas limitações e com muitos propósitos, os Grêmios seguem batalhando por um ambiente mais plural nas instituições. Segundo Thaís Chaves, presidente do Centro Acadêmico Vladimir Herzog, da Faculdade Cásper Líbero, o órgão é responsável pela ponte entre o aluno e a direção da faculdade, ou seja, não tem apenas o objetivo de manter o aluno informado, mas de escutá-lo, levar suas reivindicações por melhorias.

“Nós apostamos muito no famoso boca-a-boca, conversar com cada aluno pessoalmente, tirar todas as dúvidas deles e entender o que todos pensam, usando de panfletos e redes sociais sempre atualizadas”, diz Bárbara Quenca, atual presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) do FIAM-FAAM – Centro Universitário, sobre a forma de divulgação do centro acadêmico.

Os grêmios e diretórios acadêmicos têm diversas oportunidades de colocar em pauta os problemas enfrentados na universidade, colaborando assim para o crescimento da instituição, que deve manter os alunos ligados em projetos sociais e políticos.

Porém, segundo Barbara, há alguns entraves em manter a entidade em funcionamento, como por exemplo, a falta de uma sede – um espaço físico para encontros, reuniões, discussões – para o DCE.

Por sua vez, o Centro Acadêmico Vladimir Herzog enfrenta a dificuldade de conseguir o CNPJ Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), o que impossibilita a transição de Centro Acadêmico para Diretório. Vale a pena esclarecer que os centro acadêmico é um órgão específico para cada curso – por exemplo, Centro Acadêmico de Jornalismo, já o diretório é mais abrangente – por exemplo, Diretório Acadêmico de Comunicação (que engloba, dentro de uma escola, o curso de jornalismo).

Para os alunos, esta mudança é necessária, pois gera maior credibilidade para os projetos da instituição, projetos estes que muitas vezes são esquecidos, com a troca de gestores com as eleições anuais dos centros acadêmicos.

É importante destacar que o sucesso de um Grêmio Estudantil nas instituições depende do interesse dos alunos para continuar realizando pautas e discussões sobre temas sociais e políticos.

 

[1] Natalia Macedo é aluna do quinto semestre de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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