Copa do Mundo encerra debates da Semana de Jornalismo 2018

Convidados falaram da experiência, das dificuldades e da participação feminina nas coberturas esportivas 

Texto: Ana Luiza Antunes  e Gabriela Dias [1]

Vídeo: Marcelo Coelho [2]

Edilaine Felix [3]

Depois de 10 mesas, no período matutino e noturno, durante os dias 2 e 6 de abril, a II Semana de Jornalismo do FIAM-FAAM – Centro Universitário chega ao fim discutindo uma das maiores paixões do brasileiro: o futebol. Adalberto Leister Filho, editor de esporte do Portal R7, Fernando Camargo, comentarista da BandSports e Marcel Merguizo, produtor e editor do Esporte Espetacular da Rede Globo, conversaram com os alunos sobre os desafios na cobertura da Copa do Mundo 2018 e as expectativas para a Seleção Brasileira.

Este ano, a Copa do Mundo ocorrerá na Rússia entre os dias 14 de junho e 15 de julho. O editor do R7 falou que a cobertura deve ir além do esporte e deve fazer com que o cidadão conheça um pouco sobre o país sede. “Será uma experiência muito interessante para nós repórteres brasileiros. Poderemos contar um pouco sobre os aspectos culturais, sociais e políticos daquele país; não ficar apenas focado na cobertura esportiva, mas também apresentar um pouco das características da Rússia”, afirmou.

Para Camargo, as principais dificuldades da Copa de 2018 serão a distância e os custos  (de levar e manter equipes na Rússia), principalmente tendo em vista a crise econômica que o Brasil está enfrentando. Sobre a Seleção, ele afirmou que “o Brasil não tem mais que um grande nome”, no entanto citou Felipe Coutinho, Gabriel Jesus e William como nomes em ascensão, “mas não no patamar do Neymar”, acrescentou.

O comentarista da BandSports lembra que diferentemente da Copa do Mundo 2014, no Brasil, em que a Rede Bandeirantes fez uma grande cobertura, em 2018, a emissora não irá transmitir os jogos. Na busca pela audiência, Camargo conta que o canal terá programas especiais e contará com jornalistas na Rússia, além de já ter realizado a cobertura da Copa das Confederações e amistosos, como o jogo Brasil X Alemanha.

COPA 1
A cobertura esportiva foi destaque da última mesa da II Semana de Jornalismo

De acordo com Leister Filho, os custos para cobrir uma Copa do Mundo em outro país são muito mais elevados e, para ele, a principal diferença está relacionada a magnitude do evento. “Aqui no Brasil, o deslocamento das equipes foram mais viáveis e os custos acabaram sendo bem menores.  Já na Rússia, as equipes que estão à disposição serão muito mais enxutas. Por exemplo, um repórter ou dois cobrindo a Seleção Brasileira e um outro fica com as outras seleções. A cobertura in loco acaba sendo bem mais restrita e por isso que a turma de apoio da redação será muito importante”, destacou.

#DeixaElaTrabalhar

Sobre a representatividade, respeito e espaço da mulher no cenário esportivo, Merguizo, do Esporte Espetacular, acredita que a presença da mulher é muito menor do que deveria.  “Acho que é um espaço que as mulheres estão conquistando aos poucos, e que já deveriam ter conquistado mais.” Para ele, a batalha pela divisão equilibrada do espaço ”é uma briga diária” e é uma luta que as mulheres vão ganhar.

Por sua vez, Camargo, comentarista da BandSPorts, destacou a presença das narradoras esportivas, que, segundo ele, são uma novidade na cobertura, além de “dar espaço para um mercado inexistente”.

Leister Filho acrescentou que na Record existe grande presença de mulheres nas diferentes editorias, principalmente na produção e na redação, mas não no esporte, que ainda carrega  um viés machista. Ele ainda admitiu que “se policia para não reproduzir esses preconceitos” e ressaltou que, durante sua atuação como professor de jornalismo, contava com turmas 80% femininas e não consegue entender  por que as mulheres ainda não dominaram o jornalismo esportivo: “as mulheres têm conseguido vitórias, mas admito que ainda há um caminho a ser percorrido”.

De olha na III Semana 

A coordenadora adjunta do curso de jornalismo, Mayara Lobato, afirmou que a II Semana de Jornalismo termina com um saldo positivo. “Tivemos uma participação muito boa dos alunos não só nos auditórios, que ficaram lotados, mas também nas redes sociais. As mesas sobre ‘Moda e Jornalismo Feminino’ (dia 3/4) e ‘Contextos das Grandes Reportagens’ (dia 3/4) receberam muitos comentários positivos.”

Segundo ela, houve uma preocupação em realizar um evento diferentes do ano passado, abordando questões mais coorporativas e dando destaque aos grandes temas da atualidade. “Esse ano buscamos falar sobre gestão no jornalismo com diretores de grandes veículos de comunicação. Fizemos também mesas com dois grandes temas de 2018, tratando sobre cobertura política, pensando nas eleições, e jornalismo esportivo pensando na Copa do Mundo, sendo que esta última foi a que as inscrições se esgotaram mais rápido. Acredito que conseguimos atingir a expectativa de todos”, comemorou.

Confira o vídeo do evento:

 

[1] Ana Luiza Antunes é aluna do terceiro semestre de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom); Gabriela Dias é aluna do sétimo semestre de Jornalismo, monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Marcelo Coelho é aluno do sétimo semestre de Jornalismo monitor da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 

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