“Meu trabalho é transformar meteorologia em notícia”

[1] Reportagem: Juliana Villela e Raisa Correia

[2] Nadini Lopes

A fala do meteorologista César Soares ilustra o que foi a discussão da última palestra matutina realizada no FIAM-FAAM para a semana do jornalismo

 

A mudança na cobertura meteorológica pelos meios de comunicação foi tema da palestra desta sexta feira (6) e contou com a presença de Desirré Brandt, metereologista da empresa Somar Metereologia, Priscila Paiva, jornalista do Canal Rural, César Soares, metereologista da Clima Tempo, e Lívia Fernanda, jornalista da Somar.

Hoje em dia há um vasto uso das informações climatológicas, tanto para o jornalismo, quanto para questões de comércio e economia do país. “A meteorologia não é usada apenas no jornalismo como prestação de serviço público, mas para qualquer coisa; para a energia eólica, energia solar, água, agricultura, a meteorologia é muito importante”, conta a jornalista Lívia Fernanda. Desirré Brandt conta que uma de suas clientes é dona de uma loja e lhe pergunta sempre as condições climáticas para saber como irá montar a vitrine na semana seguinte: “Têm muita coisa que a meteorologia faz parte, até indiretamente”, falou a palestrante.

A importância de investimentos nesta área científica também foi um tema mencionado pelos convidados. Priscila Paiva afirma que, infelizmente, no Brasil só há mais investimento após situações críticas: “ Toda vez que têm um evento muito catastrófico, vem o investimento, o que é uma pena, sendo que o investimento deveria vir sem acontecer essas fatalidades”.

Os palestrantes também discorreram sobre o fato de, hoje, os meios de comunicação darem mais visibilidade ao assunto. “Passado os anos a meteorologia vem ganhando cada vez mais espaço dentro dos telejornais, hoje em dia por exemplo, no Hora 1 da Notícia, jornal que vai ao ar na madrugada, nós temos cerca de 8 minutos para a previsão do tempo, isso dentro de um telejornal do tempo é muita coisa”, conta César Soares. Esse período maior nos telejornais também foi um fator de melhora na qualidade da informação prestada; antes, o tempo curto poderia dar margem para interpretações erradas por parte do público, já hoje, com mais espaço, a riqueza de detalhes torna isso menos possível no momento da previsão.

Tendo a tecnologia como grande aliada dentro do universo meteorológico, outro ponto abordado foram os aplicativos que fornecem as informações sobre o tempo, o que foi levantado em uma pergunta feita pela plateia. Com o decorrer das respostas dadas pela mesa, César apontou: “Nós damos o detalhe sobre o que está previsto, algo mais robusto, sendo que os aplicativos não são tão ‘ricos’ assim”.

 

[1] Juliana Villela e Raisa Correia são estagiárias / monitoras da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora da instituição e atua na AICom.

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