Gestão no Jornalismo

[1] Reportagem: Gisele Novais e Natalia Macedo

[2] Nadini Lopes

Palestra discute estratégias de gerenciamento de marca quarto dia da semana de Jornalismo

Na noite de quinta-feira o FIAM-FAAM foi sede da palestra “Estratégias de Gestão no Jornalismo” dada por Fabio Sales (O Estado de S. Paulo) , Rafael Perantunes (Record TV), Adriana Garcia Martinez (Orbital Midia) e Ricardo Flores (UOL). A mediadora foi a professora do Mestrado Profissional em jornalismo, Juliana Doretto.

Fabio Sales é designer e editor executivo de arte no Estadão e falou sobre a prática dos veículos de comunicação. “O impresso tem uma dinâmica do veículo em movimento; nele você pode trabalhar a linguagem de uma forma mais delicada, enquanto na televisão, você tem que ser mais conciso.”

Já no digital, segundo ele, é necessário estar a um passo da informação para definir como o leitor vai ter acesso a ela. São utilizadas algumas técnicas para atrair a atenção do leitor como, por exemplo, a de contar uma história a partir do scroll (as teclas rolam os conteúdos de uma tela em modo texto sem mover o cursor).

As estratégias de gestão no jornalismo são muito importantes, principalmente no mercado competitivo atual. Para Rafael Perantunes, jornalista formado pelo FIAM-FAAM e Diretor Geral da TV Record, a concorrência existe e temos que estar atentos ao que os outros veículos estão tratando na matéria. “Dependendo do caso, ou nós a vetamos ou abordamos de uma maneira diferente, para que o telespectador não tenha matérias iguais.”

Cada veículo faz uso de técnicas específicas. Rafael explicou que a Record utiliza – em alguns programas – a linguagem mais informal, ou seja, sai da forma padrão de se fazer jornalismo. Isso faz com que o telespectador tenha mais proximidade com o apresentador sem tirar a credibilidade do programa.

“As pessoas, na verdade, preferem essa relação de informalidade e até mesmo da opinião do programa sobre alguns assuntos, desde que não imponha uma verdade sobre elas e sim relate a notícia”, conclui o jornalista.

Gestão e chefia

A jornalista Adriana Garcia Martinez é diretora de Operações do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) e co-fundadora da Orbital Mídia, projeto que incentiva a inovação digital, a criatividade e o empreendedorismo em Jornalismo e Comunicação.

Subeditora e gestora de equipe desde os 26 anos, ela considera que a chefia é uma oportunidade de aprender e ensinar. Trabalhou em empresas nacionais e multinacionais como na Agência Reuters, onde atuou por 15 anos. “Lá é que eu tive oportunidade de organizar grandes coberturas, ter uma experiência internacional e gerenciar equipes internas e de freelancers ao redor do Brasil”, comenta.

Adriana falou sobre um dos principais problemas nas redações e os desafios da profissão. “A área de jornalismo é muito despreparada em termos de ter ferramentas de gestão para ter redações com mais diversidade, que incorporem outras visões de mundo, com uma postura de mais respeito e equilíbrio nas relações pessoais e interpessoais”.

Esses problemas também estão ligados à forte competitividade e aos privilégios das relações não profissionais, pautadas por afinidades e gênero, além da falta de planos de carreira.

As três esferas da gestão

Rodrigo Flores, Diretor de Conteúdo do UOL, falou sobre os três pontos que ele considera fundamentais quando se trata de gestão: pessoal, financeiro e de conteúdo.

Para ele, a gestão das pessoas é muito importante, pois são elas que produzem. Portanto é necessário trabalhar para obter o melhor de profissionais que vem de redações diferentes, que pensam de maneiras diferentes e que possuem origens culturais, crenças, perspectivas e motivações individuais.

A gestão de conteúdo está diretamente relacionada ao cenário atual da mídia. “Se antes todo mundo precisava de um site, de uma tevê ou de um jornal para se informar hoje as pessoas conseguem informações das mais diferentes formas e a gente tem que reinventar o nosso papel”, disse Rodrigo.

O último ponto, sobre a gestão financeira, foca na viabilização de uma operação jornalística que muitas vezes é cara e não tem fontes de financiamento. “No final do dia eu quero que essa equipe consiga muita audiência, conteúdo relevante e que continue crescendo e isso precisa ser viável economicamente”, acrescenta.

Confira o vídeo do evento:

[1] Os alunos são estagiários / monitores da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora da instituição e atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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