Jornalismo feminino vai muito além de moda e beleza

Rafaela Polo e Isabella Otto, jornalistas de comportamento,  falaram sobre as tendências e mudanças da editoria

Amanda Araújo; Gabriele Sales (reportagem) e Veruska Santos (coloboração) [1]

Vídeo: Rachel de Brito. Produção: Pamela Emerich [2]

Edilaine Felix [3]

 

A mesa da terça-feira à noite da II Semana de Jornalismo do FIAM-FAAM trouxe para o debate o tema “Moda e Jornalismo Feminino”. De forma descontraída as jornalistas Rafaela Polo da Revista Cosmopolitan e Isabella Otto da Revista Capricho, abordaram temas como gênero, diversidade, beleza, moda e o trabalho em diferentes plataformas, impresso e online.

Embora acredite que o jornalismo feminino vem passando por algumas dificuldades e perdendo público para as digital influencers e blogueiras, para a jornalista Rafaela não há competição. “Ninguém rouba espaço de ninguém, com redes sociais e tanta coisa acontecendo, acho que todo mundo tem o seu espaço, alcança seu público, fala com todo mundo. Estamos trabalhando lado a lado e entregando coisas diferentes.”

Para Isabella Otto, que é jornalista e blogueira, existem os dois lados: “Às vezes me incomodo por ser vista apenas como uma blogueira ou influenciadora em cobertura de shows e eventos. Não desmerecendo o trabalho deles (dos influencers e blogueiros) até porque acredito que muita gente faz um trabalho incrível sem fazer faculdade, mas nós jornalistas, que estudamos por quatro anos, podemos aprofundar o tema e dar a informação com mais credibilidade.”

Ela destaca também que o jornalismo feminino não é só moda e hoje precisa debater questões de gênero, de identidade, diversidade nas diferentes plataformas, assim como nas redes sociais.

Confira o vídeo do evento:

 

Rafaela conta que o jornalismo feminino hoje precisa falar com mulheres de todos os perfis e que, na Cosmopolitan, não há diferença da leitora da revista e das redes sociais. “Falamos para mulheres plurais, que são decididas e fortes, que fala quem ela é e gosta de quem quiser.”

Mediadora da mesa, a professora Carla Tôzo ressalta que o movimento feminino é bem importante e traz pontos positivos como a liberação e a independência. “No jornalismo feminino e na moda a mulher pode se expressar, pode se encontrar, e pode se divertir também. Nos dois, existe a beleza e o referencial para onde e como podemos conduzir nossas vidas”, diz.

A Semana de Jornalismo vai até o dia 6 de abril, com mesas no período matutino (9h) e noturno (19h).

 

  [1] Amanda Araujo é aluna do quinto semestre de Jornalismo e estagiárias da Agência Integrada de Comunicação (AICom); Gabriele Sales é aluna do quinto semestre de Jornalismo e estagiárias da Agência Integrada de Comunicação (AICom); Veruska Santos é aluna do sexto semestre de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom);

  [2] Rachel de Brito é aluna do quinto semestre de Jornalismo e estagiárias da Agência Integrada de Comunicação (AICom);  Pamela Emerich é aluna do sexto semestre de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom);

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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