Garantir uma cobertura equilibrada é um dos desafios do jornalismo nas eleições de 2018

O bate-papo é parte da II Semana de Jornalismo, promovida pelo FIAM-FAAM – Centro Universitário

Texto: Gabriela Dias e Jennifer Santos [1]

Vídeo: Ana Luiza Antunes e Laura Yoko [2]

Edilaine Felix [3]

Opiniões adversas garantiram uma conversa acalorada com espaço para dúvidas dos espectadores sobre a cobertura política e as eleições de 2018, tema que foi debatido   na mesa de segunda-feira à noite, durante a II Semana de Jornalismo do FIAM-FAAM – Centro Universitário.

Os convidados da noite foram Fabio Zanini, editor da Folha de S. Paulo, o economista José Paulo Kupfer, do jornal O Estado de S. Paulo e Thaís Oyama, redatora-chefe da revista Veja, em mesa mediada pelo professor da casa Eduardo Correia.

“A Folha de S. Paulo colocou a cobertura política de 2018 como a maior prioridade desse ano”, disse Zanini. Segundo ele, o surgimento de novos candidatos vai fazer desta a eleição mais imprevisível e diversificada desde 1989, indicando um debate muito polarizado. Além disso, o editor ressalta que com um público cada vez mais insatisfeito com o cenário político, o veículo segue sua principal característica que é a pluralidade, “não apenas na área eleitoral, mas na área de política de maneira geral; abrindo espaço para diversos atores políticos, partidos e opiniões”, afirmou.

Outra prioridade citada por Zanini é o combate às fake News (notícias falsas) que, de acordo com ele, pode causar danos à democracia. De forma versátil, a imprensa se posiciona para o que vem sendo considerada uma eleição histórica, com candidatos novos, mas de peso igual ou parecido com os outros cujas trajetórias já acompanhamos.

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Fabio Zanini, editor da Folha de S. Paulo e Thaís Oyma, redatora-chefe da Veja crédito: André Almeida

Segundo Thaís, da Veja, há muitas preocupações nos veículos em geral em relação as eleições 2018, pois é um terreno novo para todos – diante de todos os acontecimentos políticos dos últimos anos – e é necessário ter muita precaução pois “será uma eleição muito surpreendente, ainda está todo mundo pisando em ovos”.

José Paulo Kupfer, do Estadão, diz que nas eleições deste ano, o papel da economia “não será muito importante”, visto que os principais candidatos são somente “animadores de auditório” e não apresentam propostas que vão mudar de forma significativa os índices econômicos do próximo ano.

José Paulo Kupfer, jornal O Estado de S. Paulo e auditório Nelson Carneiro, campus Liberdade (crédito: André Almeida)

Para os três convidados, o desafio ético permanece sendo o mesmo para todos os jornalistas: garantir uma cobertura imparcial e equilibrada. Para isso, Fábio afirmou ser importante “encarar os eleitores como pessoas, de maneira séria” e destacou a importância de levar em consideração suas visões individuais.

A II Semana de Jornalismo ocorrerá até o dia 06 de abril de 2018, com mesas de debate nos períodos da manhã e noite.

Confira o vídeo do evento:

 

 

[1] Alunas do sétimo semestre de Jornalismo e monitoras da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[1] Ana Luiza Antunes é aluna do terceiro semestre de Jornalismo e estagiária da Agência Integrada de Comunicação (AICom); Laura Yoko é aluna do sétimo semestre de Jornalismo, monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom) .

[3] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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