Perigos no e-commerce

Uma simples compra online pode se tornar um transtorno. Entenda como funcionam e como se prevenir das fraudes virtuais

Gabriel Medeiros e Gabriel Castilho [1]

Edilaine Felix [2]

Ana Tereza Pinto de Oliveira [3]

Você já imaginou a quantidade de vendas que são feitas pela Internet? Somente em 2016, o mercado online movimentou R$ 46,7 bilhões no Brasil – um crescimento de 11,5% em vendas, comparado ao ano de 2015. Entretanto, 3% dessas transferências acabam sendo tentativas de fraude.

Essas fraudes virtuais acontecem quando o golpista invade o cadastro do cliente e utiliza seus dados para realizar compras. Além disso, também existem sites falsos nos quais os clientes inserem seus dados de pagamento, não recebem os produtos e ainda podem ter seus dados roubados para futuras transações indevidas.

Uma pesquisa realizada em 2016 concluiu que houve uma redução na quantidade de fraudes em compras e vendas online; prova disso é que, no Brasil, a média de fraude por compra caiu de 4,39% para 3,05%.

“Isso acontece, pois as ferramentas antifraude estão sendo cada vez mais aprimoradas”, explica Alexandre Gonçalves, 40, coordenador de operações da ClearSale, empresa que combate fraudes no e-commerce.

FOTO Trabalho fraude

Apesar de todo o progresso dos sistemas antifraude, Alexandre reconhece que os golpistas continuam sendo desafiadores: “Nem sempre é fácil identificar um golpe. Hoje, os fraudadores têm acesso a quase tudo do nosso mercado. Por isso, às vezes, é difícil ter certeza do que é uma fraude ou não”.

Guilherme Henrique Kollar, 33, é um dos brasileiros que foram vítimas de fraude virtual em 2017. “Percebi que estava sendo fraudado quando recebi um e-mail confirmando a compra de algo que não havia comprado”, diz. “Aconteceu há dois meses com a Americanas e esta semana na Casas Bahia”, relata Guilherme sobre os casos ainda recentes.

Após essas experiências, Guilherme afirma que não voltará a comprar com essas lojas e que não acha a Internet segura para compras, mas tem ciência de que os próprios sites de venda devem se responsabilizar pela segurança dos clientes.

Guilherme também informa que, nas duas situações, os fraudadores tentaram comprar notebooks. No Brasil, os produtos mais visados em fraudes são jogos eletrônicos, celulares, câmeras, aparelhos eletrônicos e de informática em geral. Para o estelionatário, essas mercadorias são interessantes pela alta demanda, que facilita a revenda.

Não seja fraudado

Guilherme, assim como muitos brasileiros, desconhece os serviços antifraude. Para o coordenador da ClearSale, existe uma ausência de circulação de informações sobre esses casos na grande mídia. “Algumas pessoas são coniventes e, às vezes, acabam atuando junto com os fraudadores. Se o Brasil fosse um país mais sério, isso seria muito mais fácil de impedir”, acrescenta.

Atuante há 15 anos, a ClearSale tem diversas plataformas e serviços antifraude. Atualmente, a empresa tem sua sede em São Paulo e uma filial em Miami, nos EUA. A empresa faz uma análise de todas as aquisições que já foram feitas utilizando o CPF que foi cadastrado e consegue identificar se há alguma divergência do padrão de cadastro e compras do cliente. Quando não é possível identificar realizando uma triagem, há pessoas que entram em contato com o cliente, realizam um questionário de dados cadastrais vinculados ao CPF e, por serem perguntas que somente ele saberia responder, é possível identificar se o pedido é uma fraude ou não.

Uma das plataformas utilizadas pela empresa é o aplicativo Compre & Confie, que pode ser baixado gratuitamente. O cliente faz um cadastro e recebe uma notificação instantânea se uma compra for feita em seu nome, e pode bloquear a fraude em apenas um click na tela de seu smartphone. Em entrevista concedida à Band, Omar Jarouche, 32, coordenador de inteligência da ClearSale, explica: “Um fluxo é disparado para que a venda não se realize, para que o fraudador não receba e para o cliente não ter o débito faturado em seu cartão de crédito”.

Alguns pequenos hábitos de segurança online podem prevenir que o usuário caia em um golpe. “Precisamos ter um excelente antivírus e sempre comprar em lojas de confiança”, alerta Alexandre. Além disso, é importante lembrar que empresas reais nunca pedem dados de pagamento, como número do cartão de crédito, através de e-mail ou SMS.

 

[1] Alunos do terceiro semestre de Jornalismo

[2] Professora de Jornalismo do FIAMFAAM – Centro Universitário. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[3] Professora de Jornalismo do FIAMFAAM – Centro Universitário

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