ESPECIAL 45 ANOS: Trajetória profissional e acadêmica começou no curso de jornalismo do FIAM-FAAM

Formado em 1985 e professor da instituição  desde 2001, Marcos Nunes tem muito orgulho de ver o aluno no mercado de trabalho

Por Eder Cesaretti [1]

Edilaine Felix [2]

Empolgante. Assim é o professor Marcos Nunes de Barros, o querido Marquinhos. Formado jornalista no FIAM-FAAM em 1985 e professor da instituição desde 2001 ele é, certamente, o mais envolvente e carismático daquela turma, que contava com nomes influentes no jornalismo, como Cléber Machado, Abigail Costa e Antônio Carlos Ferreira, por exemplo.

Mesmo antes de se formar, Marquinhos, hoje com 59 anos, já havia começado sua trajetória no jornalismo. Em seu primeiro ano ele já atuava em uma rádio do interior, mas sem conciliar o trabalho com estudos preferiu sair. Um mês se passou e a oportunidade de ser rádio escuta surgiu na Jovem Pan.

Começou a trabalhar com esportes, mesmo sem nunca ter passado pela sua cabeça essa possibilidade. Adorava esportes, porém sempre quis trabalhar com jornalismo geral. Até a formação, trabalhou com produções de programas, coordenação de equipe de esporte, produção de especiais de esportes, e outras coisas envolvidas nos bastidores, uma vez que não era permitido naquela época que estagiário fizesse reportagens.

Logo após pegar o diploma, já foi a campo. Começou a fazer coberturas esportivas radiofônicas em estádios. Inquieto. Aprofundou seu conhecimento na área: “Eu comecei a estudar as modalidades esportivas, estudar mesmo. Então quando eu ia para o campo, eu fazia a leitura do jogo, eu escrevia o jogo para poder ver como que funcionava a coisa”. Ao longo dos anos, participou também de algumas coberturas jornalísticas de carnaval e acidentes aéreos, por exemplo.

Após 18 anos fazendo basicamente coberturas esportivas na Jovem Pan, chegou a hora de sair e buscar novas experiências. Marquinhos saiu com o intuito de atuar em televisão. “Eu saí para não voltar para o rádio, eu queria fazer outra mídia, mas não deu certo, um mês depois eu já estava na Bandeirantes.”

Isso acabou acontecendo pela vontade que sempre teve de trabalhar com jornalismo geral, e na Band foi possível. “O jornalismo geral acabou me fascinando, porque abriu novos horizontes, conheci mais de política nacional, internacional, sobre o que estava acontecendo na cidade. Eu achei que não teria condições de fazer, mas tive”.

Do rádio para a telona

Para o deleite do hoje professor, que sempre quis ter a oportunidade de trabalhar com TV, isso foi possível, e na própria Jovem Pan. Em 1985 a rádio ganhou uma concessão de uma emissora UHF, canal 16.

Com equipamentos de ponta e uma sede que ficava onde hoje é a TV Record, era preciso fazer funcionar toda essa engrenagem. “Eles não queriam pegar ninguém de fora, então eles utilizavam o pessoal da equipe de esporte, já que era uma emissora que ia trabalhar com jornalismo e esporte, para não perder a identidade que a rádio já tinha.  O convite do Flávio Prado para ajudar nos testes de equipamentos foi à porta de entrada para eu ficar também na TV”

Em 1989, Marquinhos começou a cobrir, em formato de teste, jogos de futebol para televisão. Em janeiro de 2000, a emissora decidiu cobrir toda a Copa São Paulo de Futebol Júnior, ao vivo. Deu certo e ele ficou atuando na televisão em paralelo com as coberturas para a rádio.

A partir daí, começou a fazer cobertura de esgrima, natação, vôlei, basquete, entre outros esportes. E foi então que ele ganhou seu próprio programa na TV: o Domingo Esporte, apresentado aos domingos de manhã, mostrava apenas de esporte amador.  Foram dois anos e meio de televisão, que acabou deixando esse gostinho de quero mais.

Retornar

Paralelamente com seu período na rádio Bandeirantes, surgiu uma oportunidade de retornar à casa que havia saído há 15 anos. Em janeiro de 2001, Marquinhos trabalhava na rádio Bandeirantes e o Antônio Freitas (jornalista da Jovem Pan e professor do FIAM-FAAM) telefonou pedindo parceria em umas aulas de rádio que ele ministrava. Ele recusou o convite, pois não imaginava uma carreira docente. No entanto, Freitas já havia falado com a coordenação e Marquinhos decidiu ir conversar com a coordenadora do curso de Jornalismo da época. “Entrei no prédio, lembrei da minha época de aluno, senti saudades, carinho, mas ainda não acreditava, não me via nessa carreira”, conta rindo Marquinhos, que chegou à faculdade preparada para dar uma negativa, mas acabou saindo com a documentação para a realização dos exames que desde então é professor de Radiojornalismo.

Nesses quase 18 anos ministrando aulas, ele lembra de alguns alunos marcaram. Esse foi o caso de Felipe Andreolli e Renata Fan. Certo dia vendo uma corrido de Fórmula 1 o professor se questionou orgulhoso: “Pô, Felipe foi meu aluno e olha onde ele está”. Curiosamente, ele é filho de Luiz Andreolli, amigo de coberturas jornalísticas do professor Marquinhos.

Hoje, com a ajuda de outros professores e do coordenador do curso de Rádio e TV, Fernando Leme, ele contribui com a Rádio FIAMFAAM. Marquinhos entrega para a rádio 12 programas produzidos por seus alunos e orientado por ele, que utiliza todo o repertório aprendido na faculdade e nas rádios Jovem Pan e Bandeirantes.

“A energia dos alunos é um negócio muito louco. A juventude é muito legal. Trabalhar com jovem é uma coisa altamente positiva.” A carreira de docente começou a fazer cada vez mais sentido para Marquinhos e ele, em 2003, deixou a rádio e começou a se dedicar à vida acadêmica. “Ver o aluno no mercado de trabalho, se destacando e mostrando que não é só o profissionalismo, mas também o caráter sendo mantido desde a época acadêmica, me deixa muito orgulhoso.”

 

[1] Aluno do sexto semestre de Jornalismo e monitor da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação. Atua na AICom.

 

 

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