Sessão de trabalhos debate o papel dos jornalista no ambiente multiplataforma

Seguindo o cronograma, o evento teve apresentações de trabalhos e rodas de debate 

Por Eder Cesaretti  e Gabriel Dias[1]

 Edilaine Felix [2]

Durante a tarde, os participantes do III Simpósio Internacional de Jornalismo em Ambientes de Multiplataforma, que ocorre no campus Ana Rosa no FIAM-FAAM – Centro Universitário, pesquisadores participaram de sessões de apresentação de trabalhos. O evento ocorre em parceria com o Mestrado Profissional em Jornalismo  da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Mestrado Profissional em Produção Jornalística e Mercado da ESPM.

Após as apresentações dos trabalhos, os pesquisadores formavam rodas de conversa para discutir sobre o atual panorama do jornalismo com o crescimento de mídias multiplataforma.

“Estamos sendo pautados o tempo todo pelas redes sociais”, disse o professor da Cásper Líbero, Márcio Rodrigo Ribeiro. E esse foi o assunto que guiou as apresentações da tarde de quinta-feira, dia 23/11. O termo ‘ambiente multiplataforma’ foi o sumário para perguntas como: “qual o papel do jornalismo nessa nova era?” e “por que o jornalismo sério não pode ser divertido?”.

Para essas perguntas, a jornalista, professora e pesquisadora em comunicação digital na ECA-USP, Issaaf Karhawi tem uma resposta: “O jornalismo tem dificuldade em se adaptar”, disse na coordenação da conversa na qual ficou responsável pelos temas abordados em Práticas Jornalísticas e realidade virtual. Vale ressaltar que, a profissão de jornalismo precisa de novos meios para inovar, mas isso não tem sido problema para a nova geração de jornalistas. Sobre isso, a professora Magaly Parreira do Prado da ESPM, ressaltou: “os jovens têm mais facilidade e estão se adaptando a novos meios de aparelhos tecnológicos na profissão”.

Esses novos aparelhos são divididos em duas partes: primeiro as redes sociais e todos os seus mecanismos para a divulgação imediata de notícias; segundo, talvez a questão mais abordada pelo campo jornalístico nos últimos tempos, os novos influenciadores digitais.

Para alguns, com essa nova reconfiguração nas mídias sociais, as mais expressivas vozes são as blogueiras de moda. “Os blogueiros estão ocupando o lugar dos jornalistas, modelos e estilistas. Não tem como ignorar!”, disse a professora do FIAM/FAAM, Jamile de Menezes Ferreira. Para ela, isso se deve porque “o blogueiro tem uma análise visual, o jornalista de moda tem uma análise crítica”.

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O espaço para essa nova avalanche de informações e de novos influenciadores também foi discutido. A jornalista e doutora em ciências da comunicação pela USP, Stefanie C. da Silveira explicou que o funcionamento da publicidade e dos elementos multimídia, configuram uma sugestão mais compactada e adequada ao design narrativo para smarthphone.

Espaço para todos 

O III Simpósio apresenta uma variedade de projetos que estão ligados ao ambiente de convergência. Além de grandes teses que explicam o funcionamento desse novo sistema, existem pesquisas que buscam especificar esse novo fenômeno através de uma única ferramenta ou até mesmo estudos sobre o impacto desse modelo no âmbito social.

Para o mestrando na ESPM, Cleber Stevani, o aplicativo para celular Snapchat (que grava vídeos curtos) é o percursor na ideia de vídeo efêmero. “A gente via apresentador de TV falando ‘você quer fazer um vídeo e mandar pra nós? Vire o celular na horizontal (formato widescreen) pra que a gente exiba aqui’. E ao meu ver o Snapchat tem um impacto muito grande porque quando ele surgiu ele assumiu a posição vertical do celular”, conclui.

A professora de jornalismo da graduação e do mestrado profissional em jornalismo do FIAM-FAAM, Cláudia Nonato, faz uma análise sobre a mudança no comportamento da grande mídia e de grandes fundações, que estão criando um maior interesse pela periferia. “Tem um fenômeno interessante que são essas fundações que estão bancando essas iniciativas (de ‘quebrada’), e a gente não sabe qual é o interesse delas em torno disso”, explica.

Em sua pesquisa foi constatado que ainda não há nenhuma grande iniciativa, apenas algumas que estão pautando a grande mídia, e que não temos grandes projetos por várias questões, principalmente pela financeira.

 

[1] Alunos do sexto semestre de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação de Comunicação (AICom).

[2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação de Comunicação (AICom).

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