ESPECIAL 45 anos: “Eu construí minha vida aqui”

Aluno, estagiário e hoje professor da instituição conta as alegrias de participar das diferentes fases do centro universitário

Edilaine Felix
(texto original Revista Dumela) *

“Eu tenho uma paixão muito grande pelo FIAM-FAAM. Eu construí minha vida aqui e eu não saí da faculdade. Eu estou aqui desde 1995, quando entrei na faculdade de PP como aluno, e depois como professor”, conta o publicitário e professor de criação do curso de PP, Ricardo Correia.

Detalhista nas lembranças, Ricardo começou a trabalhar no FIAMFAAM em 11 de março de 1997. A função? Dar suporte para a professora Ana Tereza nos laboratórios de informática – que eram três, pois o restante ainda eram máquinas de escrever.

Formado em 1998, no ano 2000, o coordenador do curso perguntou se Ricardo gostaria de ser professor. Interessado na proposta ele começou a ser professor adjunto, auxiliando o professor titular. “O professor que eu fui auxiliar era o filho do Maurício de Souza, o Mauricio Spada (falecido em 2016), na disciplina de criação”, diz.

Correia diz que nunca imaginou esse caminho, que seria professor e que teria hoje tamanha paixão pela docência, “que virou amor e ficou sério”, brinca. Ele recorda de muitos nomes de professores que deram aula para ele, que continuam na faculdade e hoje são seus colegas. “José Alves Trigo e Cássia Ferreira são alguns. Quando me tornei professor precisei conquistar meu espaço, mudar a visão de que não é mais aluno e que agora são colegas de trabalho.”

Um apaixonado pelo impresso, que aprendeu o que a tecnologia pode fazer para melhorar o trabalho da publicidade. Sempre atuando como freelance no mercado publicitário, Correia sempre esteve preocupado em trazer para os alunos as tendências e os avanços que, principalmente, a tecnologia traz para o mercado publicitário.

“Devemos ser livres e respeitar o outro. Quem trabalha com comunicação, não pode ter preconceito. A sociedade brasileira é muito preconceituosa, mas o preconceito não cabe na publicidade”, diz o professor de criação publicitário e umbandista.

Para o coordenador do curso de Publicidade e Propaganda, Edson Dias, é muito positivo ver no quadro de professores da casa, docentes formados na instituição, que foram para o mercado e que voltaram para fazer essa troca. “Conheço grandes profissionais de outras instituições que passaram por aqui e outros que são referência no mercado publicitário que foram alunos daqui, sabemos que o FIAM-FAAM tem um peso no mercado, isso pela qualidade do curso, trabalho durante esses 45 anos, e dos profissionais formados aqui e que se destacam.”

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Edson Dias, coordenador do curso de Publicidade e Propaganda

Edson está na coordenação do curso de PP desde março de 2017 e, segundo ele, o grande diferencial do curso são os trabalhos integrados, que têm o objetivo de aproximar os alunos da prática profissional. “Os trabalhos interdisciplinares permitem ao aluno treinar esses processos e se preparar para o mercado de trabalho.”

Dois lados

Professora há 16 anos, formada em Publicidade e Propaganda em 1996, Tereza Imperiale foi aluna, professora e atualmente é docente e assistente de coordenação. “Eu fui aluna e iniciei minha carreira na casa quando a instituição era administrada de forma familiar, passei pelo período da criação de muitas faculdades de comunicação, a pulverização e entrei para a coordenação com a chegada da Rede Laureate, numa gestão mais global.”

FOTO COORDENADORA ADJUNTA TEREZA IMPERIALE
Tereza Imperiale

Segundo Tereza, ter sido aluna, professora e assistente de coordenação ajuda a entender o processo de restruturação da escola e do curso, de valorização do profissional nessa nova administração.  E neste processo de reestruturação, ela destaca a importância do Nera: “estamos passando por um processo de mudança, de posicionamento, coisas que antigamente não eram tratadas, que não era dada a devida importância. Hoje, a partir do momento que teve o núcleo, já faz tão parte que parece que ele sempre existiu.”

Paulo Sampaio, professor de PP no FIAMFAAM, destaca as mudanças percebidas nos 14 anos de casa. “Eu acho que o ensino se profissionalizou mais, hoje tem iniciação científica, uma metodologia mais bem elaborada, tem grupos de estudo, como o Nera , oficinas para o aluno complementar o curso, muitas oportunidades que antigamente não eram oferecidas, além das melhorias em infraestrutura”, diz.

O campus do Morumbi também está nas memórias afetivas de Paulo. “Era muito acolhedor, eu comecei lá”, diz. Quando Paulo iniciou na docência, ele já tinha mais de 20 anos de experiência no mercado de marketing e para ele ensinar, transmitir experiência é muito gratificante. “Sempre fomos um curso muito bom, muito forte, reconhecido no mercado”, completa.

 

* O texto na íntegra poderá ser conferido no primeiro número da Revista Dumela – revista do Núcleo de Estudos Étnicos-Raciais (Nera) em fevereiro de 2018

 

 

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