Um lar para chamar de seu

Abrigo Rainha Izabel cuida de 20 idosas

                                                                                              Andresa Domingues [1]

Edilaine Felix [2]

Caracterizada como instituição de longa permanência para idosas, o Abrigo Rainha Izabel acolhe 20 mulheres que estão sem famílias, que são de famílias de baixa renda ou que não tem condições de atendê-las. O abrigo foi fundado em 1947 por um grupo de amigos formado por cinco casais, que decidiram criar uma casa para acolher idosas que precisam de um lar, de cuidado, respeito e amor.

Nos primeiros anos as irmãs da Sagrada família de Bordeaux foram as responsáveis pelo projeto que hoje segue fielmente o legado de viver e promover a comunhão. O abrigo tem o clima familiar, uma casa bem cuidada que lembra muito a casa da nossa avó.

“Tudo que traz alegria, que mantém a felicidade delas, também me deixa feliz”, diz a Irmã Vanda Maria de Lana, responsável pelo Abrigo Rainha Izabel. A casa, que tem capacidade para abrigar 20 senhoras, depende totalmente de voluntário e de doações, uma vez que não tem vínculo, incentivo ou apoio de órgãos públicos.

Com a participação e ajuda de voluntários, o abrigo realiza todas as quintas-feiras um bazar beneficente e em outros dias da semana as senhoras participam de atividades de artesanato, trabalhos manuais, leituras de jornais ou revistas, atividades de alfabetização e as visitas dos voluntários, que levam músicas, danças, jogos e outras atividades que promovem o bem estar de cada uma delas.

Alunos e professores da Escola de Educação, Comunicação, Artes, Design e Moda do Complexo Educacional FMU/FIAM FAAM ao abrigo na quinta-feira, dia 19 de outubro, para uma tarde de eventos culturais, com apresentações musicais e muita alegria, amor e atenção.

De acordo com a Irmã Vanda, o voluntariado é muito importante para o lar. Os voluntários realizam visitas para as moradoras, lembrando que muitas delas não têm mais contato com as suas famílias e o simples gesto de conversar faz com que elas se sintam amadas e cuidadas, além de também dar suporte nas atividades semanais.

Em casa

“Estou aqui há 5 anos, nós estamos muito bem aqui, não temos do que reclamar. Uma coisa que eu gosto muito de fazer aqui é ler, leio bastante. Procuro ocupar a cabeça para não ficar parada, para  não ter a doença de Alzheimer, eu não quero isso pra mim”, diz Maria do Rosário, 85 anos, apelidada de Iaiá, moradora do abrigo.

Ao andar pela casa, identificamos as avós carinhosas, que beijam, abraçam e contam suas histórias, experiências, alegrias e tristezas. “É como trabalhar com crianças, é a mesma coisa. É preciso gostar do que faz, ter amor e dedicação. Nós, os funcionários, somos a família e o apoio delas, é realmente um amor incondicional”, diz Elizabeth Aparecida Oliveira Lima, enfermeira do abrigo Rainha Izabel.

OA forma de doação é feita através de um caderno, quem tem interesse e gostaria de fazer doações para o abrigo, precisa passar seu contato, assim no momento que estiver faltando alguma coisa, como alimentos, produtos de higiene, produtos de limpeza, remédios e etc. A responsável entra em contato para comunicar o que falta. Assim se consegue manter organizado tudo o que precisa na casa.

Atualmente, a casa conta com empresas e pessoas físicas que doam valores fixos mensais, e também de campanhas realizadas na casa. Para doar é preciso entrar em contato com o Abrigo, fazer um cadastro, informar a disponibilidade de doação para que o lar entre em contato.

E toda iniciativa é válida. Cada um pode oferecer sua ajuda para o Abrigo Rainha Izabel como para outras entidades que precisam de apoio. “A gente gosta de tocar e aqui unimos o útil ao agradável. Não custa nada fazer o bem para o próximo, é bem legal”, diz o aluno de Publicidade e Propaganda e voluntário Phelipe Martino que levou um pouco de música para animar e agradar as idosas.

[1] Aluna do sexto semestre de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

[2] Professora de Jornalismo do FIAMFAAM Centro Universitário. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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