Última manhã da semana de comunicação debate a crise no jornalismo

Professores de grandes universidades do país dividiram com os alunos seus estudos e conhecimentos diversos sobre o tema

Por Letícia Fernandes

Edição: Nadini Lopes

 

Crise de Comunicação, crise política, crise econômica… Esses foram alguns dos assuntos que foram mencionados na palestra que encerrou as atividades do período matutino da sétima edição da Semana da Comunicação do FIAMFAAM Centro Universitário.

Mediada pelo Coordenador do Mestrado profissional do FIAMFAAM, Rafael Grohmann, os professores Fábio Malini (UFES), Marco Roxo (UFF) e Maria das Graças Pinto Coelho (UFRN) discutem as crises mundiais contemporâneas e diversas pautas que englobam esses assuntos como: o surgimento desses conflitos e os movimentos sociais e partidários que os contestam

A Professora Maria das Graças explica que as narrativas construídas e a forma com que são transmitidas à população variam de acordo com a linha editorial do jornal e que cada veículo transmite informações conforme o seu envolvimento com o universo financeiro. Por outro lado, o Professor Marco Roxo, diz que o aparelho privado de hegemonia não atua no engajamento de determinados valores da população, diferentemente de mídias mais alternativas, que cumprem este papel.

Marco Roxo cita como exemplo a Guerra do Vietnã: “Quando a esquerda começou a questionar o modelo de transmissão norte-americano – que defendia a nacionalidade em primeiro lugar – verificaram a convergência dos principais jornais para o mesmo posicionamento. É o mesmo que acontece hoje”.

As redes sociais transformaram o papel do jornalista, e também, envolveram a sociedade civil na produção dos conteúdos. A professora Maria das Graças acredita que, em partes, elas formam um dos principais motores da crise. “Hoje temos uma comunicação que é feita de todos para todos e não de um para todos como antes. Essa comunicação cria ruídos e distorções das notícias. Quando as pessoas transmitem os fatos absorvidos pela grande mídia para a mesma bolha social – formada por pessoas que tendem a acreditar em notícias do mesmo grupo a que elas pertencem – a credibilidade da grande mídia é afetada”, explica.

O aluno Matheus Costa, do primeiro semestre de Jornalismo, disse que esse tema é essencialmente importante, pois é fundamental articular a forma em que a comunicação é estabelecida em tempos de crise. “Uma maneira clara e efetiva de parar com discursos conservadores e exclusivistas é criar uma maneira mais simples que agregue e torne comum algo que deve ser de conhecimento geral”, explica.

[1] Leticia Fernandes é aluna do segundo semestre de jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação.

[2] Nadini Lopes é professora do FIAMFAAM e atua na Agência Integrada de Comunicação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s