Jornalistas discutem diversidade e pluralidade da imprensa

A democracia da informação foi o tema debatido pelos jornalistas Renata Mielle e Luciano Martins

Paulo Henrique Silva [1]

 Edilaine Felix [2]

O contexto político atual reacendeu as discussões sobre a real existência da democracia na sociedade. Com o intuito de aprofundar esse debate com os futuros comunicadores, a 7° Semana de Comunicação do FIAM-FAAM – Centro Universitário promoveu, no campus Liberdade, o tema Democratização da Informação.

Participante da mesa, a jornalista e coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielle defende que a democratização da informação é a maior participação das minorias nos produtos jornalísticos. “A democratização da informação nada mais é do que uma luta da sociedade para que haja mais diversidade e pluralidade nos meios de comunicação.”

Para Renata, a grande mídia, controlada pelo poder político, é a responsável pela não democratização das informações. No entanto, ela empobrece discussões e exclui fatos relevantes, transformando notícia e expectador em meros objetos de controle.

“O Brasil tem um histórico de possuir um monopólio privado, e esse monopólio acaba ditando padrões, apagando culturas e produções jornalísticas que fujam do eixo Rio-São Paulo. Além disso, os meios de comunicação estão criando senso comum de tudo e esse senso comum é o espaço do não pensamento crítico”, ressalta.

De acordo uma pesquisa divulgada pelo Núcleo de Estudos e Opinião Pública (Neop)da Fundação Perseu Abramo, em 2014, 43% dos brasileiros não conseguiam se reconhecer com o que era mostrado na televisão. A mesma publicação também revelou que apenas 32% da população brasileira se sentia representada de maneira positiva nos meios de comunicação.

O jornalista e escritor Luciano Martins, também integrante da mesa de discussão, afirma que a não democratização da grande mídia e a não identificação do público com o que é mostrado deve permanecer para e sempre, uma vez que o jornalismo e todos os meios de comunicação abdicaram do seu papel social para atender interesses privados. “Eu definitivamente não acredito em uma melhora”, finaliza.

Confira também a reportagem em vídeo produzida por Viviane Alves, aluna do sexto semestre de Jornalismo e monitora da AICom:

 

[1] Aluno do oitavo semestre do curso de Jornalismo e monitora da Agência Integrada de Comunicação (AICom).

 [2] Professora do curso de Jornalismo. Atua na Agência Integrada de Comunicação (AICom).

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